Saiu o ministro Dias Toffoli e entrou o ministro André Mendonça na relatoria do caso Master e pouco mudou.
Ainda bem que o sorteio que determinou o relator da roubalheira praticada pelo ladravaz, Daniel Varcaro, não caiu nas mãos do Ministro Alexandre e Moraes, até porque, se isto houvesse acontecido, o nosso próprio STF-Supremo Tribunal Federal estaria sendo acusado de haver fraudado o próprio sorteio.
Ainda bem, volto a repetir, que o sorteado veio ser o ministro André Mendonça, o terrivelmente evangélico, e ainda por cima, indicado para compor o STF pelo então presidente Jair Bolsonaro. Daí a pergunta que não pode calar: o que de fato e necessário irá mudar?
Pela sua monstruosidade, já que estamos a tratar da maior roubalheira que já aconteceu no nosso sistema bancário, determinadas mudanças terão que acontecer do contrário outros “Danieis Varcaros” estão esperando a poeira baixar para entrarem em ação.
Nada de proteger os ladrões de telefones celulares, mas os mesmos não mereciam o mesmo tratamento que está a sendo dispensado ao mega criminoso Daniel Varcaro, na mais desproporcional que todos estarem portando as incômodas tornozeleiras eletrônicas.
O dito cujo, pelas imensidões e recorrências dos seus crimes, deveria ficar trancafiado e só podendo se comunicar, já que o seu direito de defesa assim o protege e determina, com a sua qualificada e caríssima banca de advogados, vê-se melhor protegido.
Daí a pergunta que se impõe: por que, se na vigência do Ministro André Mendonça, o novo relator do caso Master, Daniel Varcaro, se intimado ou convidado, não tem comparecido as comissões parlamentares estabelecidas pelos nossos congressistas?
Se não interessa a cor do gato, desde que o mesmo pegue os ratos, em relação ao comportamento, ou mais precisamente, ao mau comportamento do dito, as investigações se fazem indispensáveis, sobretudo aquelas que vierem ser extraídas do próprio acusado, em uito ajudariam nas suas investigações.
Particularmente, espero que o malfazejo, Daniel Varcaro decida fazer uma delação premiada e pela simples razão: se o mesmo agia de forma suprapartidária e em suas tradicionais e corriqueiras festanças os lulistas e os bolsonaristas sentavam-se na mesma mesa e bebericavam os melhores vinhos e whiskies, se o dito cujo resolvesse fazer uma delação premiado, nada poderia ser mais importante para o Ministro André Mendonça elaborar o seu relatório.
No sermão “O bom ladrão”, o padre Antônio Vieira, demonstra que ladrões de bancos são piores que àqueles que roubam telefones celulares.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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