MDB dançou de tamanco na maionese na vaga do Senado

A executiva regional do MDB já foi comunicada pelo grupo que coordena a candidatura ao governo da vice-governadora Mailza Assis (PP), de que não haverá espaço na segunda vaga para o Senado da chapa da governista. Ou seja, a possibilidade do MDB ter a médica Jéssica Sales, como chegou a ser prometido, como candidata ao Senado na chapa de Mailza, dançou de tamanco na maionese. A chapa deverá ser ocupada pelo senador Márcio Bittar (PL), já que o seu partido fechou as portas para a candidatura do prefeito Tião Bocalom (PL) ao governo. Falta apenas o Bittar sair da moita em que se aninhou, para anunciar a sua entrada oficialmente, na chapa do Palácio Rio Branco. O martelo foi batido.

Com a perda do espaço para indicar a médica Jéssica Sales (MDB) ao Senado na chapa da vice-governadora Mailza Assis (PP) ao governo, o MDB se encontra numa situação delicada, já que até aqui ficou na promessa do grupo do governo levar nomes de peso para compor a sua chapa para a Câmara Federal. O mais grave é que a espera levou o MDB a não trabalhar para formar uma chapa de candidatos a deputado federal. Está zerado.

Conversei ontem com alguns dos nomes citados como sendo remanejados do PSDB para o MDB, e todos me negaram terem sido procurados pelo governo para uma conversa neste sentido. “Quem ainda andou nos procurando, mas de mãos vazias, foi o Vagner Sales pelo MDB, mas só na conversa, no papo”, disse um deles.

Com a notícia não se briga. Ontem, uma das figuras mais expressivas do governo revelou ao BLOG que, mesmo não tendo a simpatia do grupo da vice-governadora Mailza Assis (PP), o senador Márcio Bittar (PL) virá mesmo integrar a sua chapa, por ser uma decisão pessoal do governador Gladson Cameli.

Um dos mais influentes do grupo dos cabeças brancas do MDB, garantiu ontem ao BLOG que não baterá nenhum martelo de aliança com o grupo governista sobre a composição de chapa para a Câmara Federal, se não chegarem no partido com as fichas de filiações dos nomes prometidos para a disputa de vagas de deputados federais. “Cansamos de ouvir conversa”, falou ele ao BLOG.

A partir da próxima quinta-feira será aberta a janela partidária para os deputados que pretenderem deixar os seus partidos, sem nenhum problema jurídico. É o chamado jeitinho brasileiro para beneficiar os políticos.

O ex-deputado federal Chicão Brígido mandou postagem ao BLOG para dizer que, na sua avaliação, Jorge Viana (PT) é candidatíssimo ao Senado e que está esperando ver quem entra mais no jogo, pois, para ele, quanto mais candidatos, melhor. E acha que o MDB viaja ao pensar no Senado, pois o candidato do governador Gladson para a dobradinha ao Senado é o senador Márcio Bittar.

Um colega jornalista que conversou recentemente com o prefeito Tião Bocalom (PL) contou ao BLOG que sentiu durante o papo, que o prefeito não crê na candidatura de Mailza Assis (PP) ao governo, por achar ser muito fraca; e ser ele o único capaz de derrotar o senador Alan Rick (Republicanos), que lidera a corrida para o governo. Bocalom, segundo ele, está convicto que será governador. E está decidido a disputar o governo.

Para quem circula nos grupos mais fechados do Palácio Rio Branco, quando assumir o governo dia 4 de abril, a vice-governadora Mailza Assis (PP) não deve fazer mexidas profundas na equipe do primeiro escalão, devendo fazer trocas pontuais de secretários. Estamos perto de saber como ficará o time.

Caso Jorge Viana (PT) não saia candidato a senador, o único nome que a esquerda até aqui tem para o Senado será Inácio Moreira (REDE).

Quem está numa torcida organizada para que Jorge Viana (PT) mantenha a sua candidatura ao Senado, é o grupo de candidatos da aliança PT-PV-PCdoB. Sabem que, com o JV fora do jogo, as suas chapas para deputado estadual e deputado federal, ficam enfraquecidas, num cenário político que já é desfavorável.

É tosca, ranheta, a discussão entre ser de extrema direita e ser de extrema esquerda, ambos campos fazem mal à democracia. O que deve importar na escolha de um candidato a cargo eletivo, é a pessoa ser qualificada. Ser de direita ou de esquerda, é um debate idiota o idiotizante.

O ideal para o Brasil seria não ter na polarização dois candidatos, um Bolsonaro e um Lula. Mas, isso é utopia, o eleitor terá que escolher o menos pior para a Nação, Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).

O presidente do PDT, Luiz Tchê, terá que sair do zero para montar uma chapa que sirva de escada para a sua reeleição. Ninguém bom da cabeça vai entrar numa chapa que terá o Tchê com a secretaria de Agricultura voltada apenas para a sua reeleição. Os deputados Pedro Longo (PDT) e Michelle Melo (PDT) vão pular fora.

É uma decisão tomada: a prefeita de Senador Guiomard, Rosana Gomes, decidiu que não apoiará o governador Gladson Cameli ao Senado. O clima entre ambos azedou, quando todos os seus indicados a cargos no governo foram demitidos. Apoiará Márcio Bittar e abriu conversa com Sérgio Petecão, para serem seus dois candidatos ao Senado.

O prefeito Tião Bocalom (PL) tem que correr para formar chapas competitivas para deputado estadual e deputado federal, e anunciar logo o partido pelo qual disputará o governo.

O prazo para tirar o título de eleitor, regularizar o documento ou atualizar o cadastro eleitoral termina em 6 de maio. Fiquem de olho.

Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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