Durante coletiva concedida nesta terça-feira (3), no auditório da ACISA, em Rio Branco, o prefeito e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, comentou as críticas feitas por dirigentes estaduais do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e do Avante, que alegaram não terem sido consultados antes de sua agenda em Brasília para tratar de possível filiação.
Os presidentes estaduais das duas siglas manifestaram publicamente desconforto com o fato de Bocalom ter dialogado diretamente com as executivas nacionais sem, segundo eles, cumprir o rito de comunicação prévia com as direções locais.
Questionado sobre o tema, o prefeito afirmou que, em tratativas dessa dimensão, a prioridade é obter sinalização das lideranças nacionais antes de avançar nas conversas no âmbito estadual.
“Eu não posso começar uma conversa desse porte aqui embaixo. Eu tenho que primeiro ver Brasília. Não adianta tratar aqui, chegar lá e Brasília não aceitar o nosso projeto”, declarou.
Bocalom argumentou que iniciar negociações locais sem respaldo nacional poderia gerar frustrações políticas.
“Primeiro tenho que saber se Brasília aceita o projeto. Depois chegar aqui e conversar com as pessoas. Não adianta eu criar uma expectativa aqui e depois ela não acontecer”, afirmou.
Segundo ele, a dinâmica partidária no Brasil tradicionalmente funciona dessa forma, especialmente quando envolve decisões estratégicas sobre candidaturas majoritárias.
“Essa questão partidária, infelizmente, é assim que sempre aconteceu e não vai mudar muito”, concluiu.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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