
O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), colocou o acordo Mercosul–União Europeia sob regime de urgência, nesta quarta-feira (4/3). Com isso, a proposta pode ir direto para o plenário, sem precisar passar pela comissão.
Havia previsão de votação na comissão, mas a urgência, a sessão foi cancelada. O assunto já entrou na pauta do plenário da Casa Alta.
O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e aprovado em votação simbólica, em 25 de fevereiro. Voltou, então, para o Senado.
As tratativas para um acordo entre os blocos econômicos da Europa e da América do Sul remontam a mais de duas décadas. Desde 1999, representantes políticos de ambos os lados se reúnem periodicamente para discutir o tema, em negociações que atravessaram diferentes conjunturas políticas, crises econômicas e mudanças de prioridades nas duas regiões.
As conversas foram concluídas tecnicamente em 2019, vinte anos após o início. A demora não se deu apenas de entraves burocráticos, mas de divergências concretas sobre agropecuária, indústria, padrões regulatórios e questões ambientais e climáticas.
O acordo envolve Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, além dos 27 países da União Europeia.
Juntos, os blocos representam um mercado de cerca de 718 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a US$ 22 trilhões, o que configura uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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