Bocalom e Petecão: Impasses e perspectivas; entre a mágoa e o perdão!

Com a confirmação do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, de que o partido não irá lançar candidato ao governo do Acre, o cenário político local passa por rearranjos importantes. Diante desse contexto, o PSD, liderado no estado pelo senador Sérgio Petecão, desponta como uma das principais alternativas partidárias para que o prefeito Tião Bocalom concorra ao governo, tendo como base seu projeto “Produzir Para Empregar”.

A possibilidade de Bocalom migrar para o PSD, no entanto, levanta questionamentos sobre a aceitação desse movimento por parte de Petecão. O histórico recente entre ambos é marcado por reviravoltas: em 2020, Petecão foi peça-chave para a vitória de Bocalom à prefeitura de Rio Branco. Já em 2022, Bocalom retribuiu apoiando Petecão para o governo, numa campanha que terminou sem sucesso para o senador.

O distanciamento entre os dois se consolidou após a eleição, quando, segundo relatos do próprio Petecão, Bocalom expressou interesse em disputar o Senado, o que teria causado mágoa ao senador. Apesar do rompimento e dos ressentimentos, a política continua sendo um território onde sentimentos contraditórios coexistem. Como pontua o senador Márcio Bittar (PL), “quem entra na política não pode guardar mágoas”, ressaltando que, além das tensões e desavenças, o perdão e a reconciliação também fazem parte do jogo político.

“Pai, perdoa nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido…” (Oração do Pai Nosso ensinada por Jesus Cristo).

. O deputado Eduardo Ribeiro telefonou lembrando que apoiou o senador Sérgio Petecão para o governo; depois da eleição em que ele perdeu houve realmente um distanciamento:

. O senador Alan Rick admitiu que tem um temperamento forte, mas também disse que não guarda rancor, mágoas e que pede perdão com facilidade e sinceridade.

. Macunaíma, que fez um curso de psicanálise, tem como passar tempo ficar analisando o temperamento dos candidatos ao governo e ao Senado.

. Segundo ele, Jorge Viana, Tião Bocalom, Alan Rick, Socorro Neri, Márcio Bittar (entre outros) têm um temperamento forte características de pessoas decididas, querem resolver as diferenças na hora.

. A vice-governadora Mailza Assis Cameli não vai tomar decisões impensadas quando assumir o governo…

. Ela é prudente e sabe que tem muito a perder em um movimento equivocado às vésperas de uma eleição duríssima.

. Há mais de 15 dias venho escrevendo na coluna que o desfecho no PL seria esse; muitos duvidavam… perderam!

. Nas bases do MDB há um clamor para que a médica Jéssica Sales dispute na chapa de deputados federais; sendo eleito assumiria o legado de Flaviano Melo e todos os que vieram antes dele.

. Ao manter o apoio a Flávio Bolsonaro e Márcio Bittar, Bocalom usa os dois como impulsionadores de sua candidatura ao governo mesmo a contragosto.

. “O Alisson é bom menino, uma pessoa maravilhosa”; “O meu filho Samir se superou, está nas ruas todos os dias e trabalha muito, tem um bom futuro na políica”. (José Bestene, tio e pai, no Gazeta Entrevista)

Astério Moreira, jornalista há 38 anos, colunista político do ac24horas, apresentador do Gazeta Entrevista (TV GAZETA) e do programa A Voz da Cidade (ECOACRE FM), graduado em Ciências Políticas.

Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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