Brasil registra queda de 39% nas áreas queimadas em 2025

Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Bombeiros combate dos incêndios queimadas fogo Parque Nacional de Brasília, concentrados no acampamento na administração da Água Mineral Metropoles

O Brasil registrou redução de 39% da área queimada em 2025. As informações, do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA/UFRJ), foram divulgadas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), nesta quarta-feira (4/3).

A redução foi registrada na comparação à média dos oito anos anteriores, de 2017 a 2024. O Pantanal apresentou a maior queda de área queimada, com 91%.

Em segundo lugar ficou a região da Amazônia, com baixa de 75%, seguida da Mata Atlântica, com 58%, e do Pampa, com 45%.

Veja:

Dinâmica de área queimada em 2025 em relação à média dos últimos 8 anos

De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, os resultados decorrem da execução de ações do governo federal que vem sendo tomadas de 2023, tendo como eixo principal a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), criada pela Lei nº 14.944/2024, e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em julho de 2024.

Iniciativas anunciadas

Durante a coletiva, a ministra, juntamente com representantes do MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), anunciaram medidas para enfrentar os incêndios em 2026.

Entre elas, está a portaria que declara emergência ambiental por risco de incêndios florestais em áreas vulneráveis, assinada há algumas semanas pela chefe da pasta do Meio Ambiente. A medida orienta ações preventivas e amplia a capacidade de resposta e mobilização dos órgãos ambientais, além de identificar áreas em risco de incêndios em todo o país e os períodos de maior vulnerabilidade para viabilizar a contratação emergencial de brigadistas federais.

“É planejar, prevenir e combater e, sobretudo, assegurar que essas iniciativas não sejam apenas reativas, acionadas quando a crise já está instalada, mas políticas permanentes, estruturadas e contínuas”, explicou Marina.

Nas operações de prevenção e combate ao fogo, serão utilizados 18 helicópteros, 2 aviões de transporte e 12 para lançamento de água, além de 89 embarcações. A estrutura operacional também conta com 973 caminhonetes, 408 veículos especializados, três bases logísticas e duas vilas operacionais, além de 340 barracas de campanha, 3.100 equipamentos individuais motorizados e 4.358 conjuntos de equipamentos individuais de combate.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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