"Prerrogativas não sobrepõem a autoridade do delegado", diz Sindepo-DF sobre advogado em DP

Material cedido ao Metrópoles
Policiais e advogado - Metrópoles

O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Distrito Federal (Sindepo-DF) também veio a público a respeito da confusão envolvendo um advogado, que denuncia ter sido agredido por agentes da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) enquanto atendia um cliente, na última segunda-feira (2/3).

Veja:

Em uma nota divulgada nesta quarta-feira (4/3), o sindicato afirmou que “prerrogativas profissionais não se sobrepõem à autoridade legal do delegado de polícia no exercício da função”.

“O Estatuto da Advocacia garante direitos, mas não autoriza o descumprimento de ordem legal, tampouco legitima a permanência deliberada em ambiente sob risco, após determinação formal de evacuação por motivo de segurança”, pontuou o Sindepo-DF.

O texto também ressaltou que “a autoridade policial não pode ser constrangida no exercício de suas atribuições, sobretudo em contexto emergencial que envolve custódia de preso agressivo e risco concreto à integridade física de terceiros”.

O sindicato alertou que delegacias de polícia são ambientes de gestão de crise. “Nesses locais, a autoridade responsável pela unidade deve agir com autonomia, técnica e firmeza, sob pena de comprometer vidas e a própria ordem pública”, esclareceu.

“Ao delegado de polícia, cabe a direção da unidade policial e a preservação da segurança interna. Essa competência não pode ser relativizada por pressões externas ou narrativas descontextualizadas”, enfatizou a nota.

O Sindepo-DF reafirmou o “respeito institucional à advocacia”, mas reforçou que “não aceitará qualquer tentativa de deslegitimar a autoridade no estrito cumprimento do dever”.

“Prestaremos integral apoio institucional e jurídico ao delegado, certo de que a análise objetiva dos fatos demonstrará a correção da conduta adotada”, encerrou a nota.


Entenda o caso


Reações e medidas

A OAB-DF informou que, desde o primeiro momento, está tomando todas as medidas junto às autoridades competentes. “As prerrogativas da advocacia não são privilégios; são garantias fundamentais para que os advogados possam defender os cidadãos e assegurar que a justiça seja cumprida. Não aceitaremos que sejam violadas”, afirmou o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira.

A entidade reforçou que acompanhará o caso de perto, garantindo que os responsáveis sejam responsabilizados e que o respeito à advocacia seja mantido.

A Corregedoria da Polícia Civil (PCDF) conduzirá a investigação administrativa, enquanto a ocorrência policial permitirá a apuração criminal. O Governo do Distrito Federal afirmou que acompanhará todas as etapas do caso até a conclusão das investigações.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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