
O que a Polícia Federal extraiu do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, transborda as páginas de economia e mergulha no Código Penal. As mensagens trocadas com o seu operador financeiro — um sicário que coordenava uma “turma” paga com um milhão de reais mensais — revelam que o banco operava como uma milícia privada.
Um dos alvos expostos foi o jornalista Lauro Jardim. Incomodado com a fiscalização da imprensa, Vorcaro planejou um assalto simulado para “quebrar todos os dentes” do colunista. É o método das máfias: silenciar a verdade através do medo, disfarçando o atentado de crime comum.
Mas o sadismo da organização não tinha limites de classe. O banqueiro também ordenou que se “puxasse tudo” sobre a vida de uma empregada, identificada como Monique, após sentir-se ameaçado por ela. Para não passar batido, fica a pergunta: onde está Monique?
Com o apoio de um ex-policial federal para invadir sistemas do FBI e da Interpol, a rede de Vorcaro sentia-se acima de qualquer lei. Enquanto diretores do Banco Central caem por suspeita de conivência, fica claro que o Master não geria apenas dinheiro; geria o terror.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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