Ciro nega vínculo com Vorcaro e diz que responde "centenas de pessoas"

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Senador Ciro Nogueira é entrevistado no estúdio do portal Metrópoles

O presidente do Progressistas, Ciro Nogueira (PP-PI), mnimizou nesta quinta-feira (5/3) a relação que teria com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Em mensagens encontradas no celular, o banqueiro, que foi preso nessa quarta-feira (4/3), chama o senador de “grande amigo”, enquanto o parlamentar afirma que “mantém diálogos por mensagens com centenas de pessoas” por mensagem.

“É um senador. Muito amigo meu”, escreveu o ex-banqueiro, em conversa com a ex-noiva Martha Graeff, ao explicar quem era Ciro Nogueira. “Quero te apresentar. Um dos meus grandes amigos de vida”, completou.

Por meio da sua assessoria de imprensa, Ciro Nogueira disse que manter diálogos com um número significativo de pessoas “não o torna próximo apenas por, eventualmente, interagir com elas”. O presidente do PP ainda nega ter “qualquer conduta inadequada” relacionada ao caso Master.

Na conversa, obtida pelo colunista Tácio Lorran, do Metrópoles, Vorcaro celebra uma emenda que Ciro Nogueira apresentou à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autonomia do Banco Central para aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito.

“Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes! Está todo mundo louco”, escreveu. “Se fosse filme, não teria tantos desdobramentos loucos”, completou.

Prisão de Vorcaro

Daniel Vorcaro voltou a ser preso no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero. A prisão preventiva foi determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O banqueiro já cumpria medidas restritivas em São Paulo, inclusive com o uso de tornozeleira eletrônica.

A Operação Compliance Zero apura supostas irregularidades na gestão do Banco Master, em um esquema que teria provocado um rombo de quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro.

Vorcaro é investigado pelos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de sistemas da PF e até de organismos internacionais, como FBI e Interpol. A defesa dele nega as acusações e diz que o banqueiro não tentou obstruir as investigações.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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