Varizes: veja os exercícios que melhoram a circulação e os cuidados

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Uma senhora idosa irreconhecível está passando creme nos capilares rompidos da perna. Varizes dores na perna joelhos

Para quem convive com o desconforto das varizes ou outros problemas circulatórios, o movimento pode ser o melhor remédio — desde que aplicado de forma correta. Longe de ser um impedimento para a vida ativa, o exercício físico é um aliado potente na redução da pressão venosa e na melhora do retorno do sangue ao coração. No entanto, o diagnóstico preciso é o primeiro passo para garantir que o treino ajude em vez de prejudicar.

Entenda

A panturrilha como o “segundo coração”

De acordo com o cirurgião vascular Herik Oliveira, a chave para o alívio dos sintomas venosos reside na ativação da bomba muscular periférica, localizada na panturrilha. Ao contrair os músculos da perna durante atividades como caminhada ou corrida, o paciente aumenta o retorno venoso dos pés e tornozelos em direção ao coração.

“Isso reduz a pressão no interior das veias, melhorando significativamente as dores e o inchaço nas pernas”, explica o especialista.

Para quem sofre com varizes, as opções aquáticas, como natação e hidroginástica, são excelentes por unirem o fortalecimento muscular ao baixo impacto.

Pernas de mulher cortada com varizes close-up com lupa, isoladas em fundo branco. Varizes aterosclerose doença periferica obstrutiva
A condição causa dores, cansaço das pernas e, em alguns casos, pode evoluir para úlceras venosas e trombose venosa profunda

Diferentes diagnósticos, diferentes treinos

Nem todo problema de circulação é igual, e é aqui que mora o perigo da automedicação esportiva. Herik enfatiza que o treino deve ser adaptado ao tipo de patologia:

Segurança em primeiro lugar

A recomendação de ouro antes de calçar os tênis é a consulta com um angiologista ou cirurgião vascular. É esse profissional quem identificará se o problema é arterial, venoso ou linfático.

“Qualquer exercício para quem tem problemas de circulação deve ser iniciado de maneira simples, aumentando a intensidade de forma gradativa e, acima de tudo, mantendo a frequência”, conclui Oliveira. A regularidade é o que garante que o sistema circulatório permaneça eficiente e as dores fiquem no passado.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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