O encontro reuniu convidadas para conhecer a mostra por meio de uma mediação conduzida pela curadora Renata Mindlin, sócia da Galeria Raquel Arnaud, responsável pelo espólio do artista. A programação do evento foi organizada pelo Arte+.
Cleucy Estevão agradeceu a presença das convidadas que foram prestigiar a iniciativa do projeto de arte. Ela compartilhou detalhes da próxima exibição, produzida pelo Metrópoles, que irá entrar em cartaz no Teatro Nacional a partir de abril. Com curadoria de Monica Tachotte, .
A visita faz parte da proposta do Arte+, que busca aproximar o público da arte por meio de encontros e experiências compartilhadas. Por meio da iniciativa, Lara Calaça e Tatiana Valença reúnem amigas e interessadas em arte e cultura para explorar exposições, galerias, ateliês e espaços culturais do Distrito Federal.
“O Sergio Camargo é um importantíssimo escultor brasileiro”, definiu Lara. Ela pontuou que o encontro é para ter uma troca de conhecimento sobre o artista entre Renata e as convidadas.
Segundo Tatiana Valença, a ideia do projeto é transformar visitas culturais em experiências coletivas mais profundas, e a exposição de Camargo não ficaria de fora da programação da iniciativa.
Ao longo da visita, os participantes também conheceram a reconstrução do ateliê do artista, com protótipos e estudos que ajudam a compreender seu processo criativo. Parte das obras exibidas pertence ao espólio administrado pela Galeria Raquel Arnaud, enquanto outras foram emprestadas por importantes colecionadores brasileiros.
Segundo Renata Mindlin, reunir essas peças em Brasília tem um significado especial. A cidade, concebida por Oscar Niemeyer e símbolo do modernismo brasileiro, cria um diálogo natural com a obra de Camargo.
O projeto Arte+ nasceu com a proposta de criar experiências culturais que ultrapassem o consumo superficial da arte, privilegiando o encontro, a troca e a sensibilidade. No manifesto do grupo, essa visão aparece de forma clara.
A visita guiada à exposição de Sergio Camargo exemplifica essa proposta: transformar o contato com a arte em um momento de descoberta coletiva, diálogo e aprofundamento cultural.
A mostra reúne obras que percorrem várias décadas da carreira do escultor, desde os bronzes figurativos produzidos nos anos 1950 até os relevos abstratos desenvolvidos a partir da década de 1960 — fase em que o artista passou a explorar intensamente a relação entre forma, luz e sombra por meio de estruturas geométricas, especialmente o cilindro.
Também estão presentes esculturas em mármore criadas nos anos 1970, quando Camargo iniciou os trabalhos com o mármore de Carrara e com o noir belge, pedra negra belga que absorve a luz e cria efeitos visuais contrastantes com o mármore branco.
Hoje, obras do escultor fazem parte de importantes acervos internacionais, como os da Tate Modern, em Londres, e do Centre Pompidou, em Paris.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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