Durante uma confraternização que reuniu parte do elenco de Três Graçasno Rio de Janeiro para celebrar os 100 capítulos da novela das nove da Globo, Pedro Novaes falou com a coluna sobre os desafios de interpretar Léo na trama.
O ator também comentou a repercussão do romance vivido por seu personagem com Viviane, mulher trans interpretada por Gabriela Loran.
Na história, o personagem de Pedro se envolve com Viviane, farmacêutica da comunidade da Chacrinha. A relação entre os dois abre espaço para discussões sobre preconceito e transfobia ao longo da narrativa.
A importância de dar visibilidade ao tema
Para o ator, interpretar um papel inserido nesse contexto também envolve responsabilidade artística.
“Eu acho que, como ator, a gente como artista tem uma grande responsabilidade de poder contar uma história da forma mais real possível dentro do contexto que a gente tem. Ao mesmo tempo, trazer ali um lugar onde o amor vai e salva aquilo tudo”, afirmou.
Segundo ele, participar de uma trama que aborda esse tipo de tema também significa assumir uma posição pública contra o preconceito.
“Quando a gente como ator tem a oportunidade de fazer um trabalho como esse, a gente está automaticamente firmando a bandeira num lugar. Firmando a bandeira contra a transfobia”, disse.
Pedro também destacou a troca constante com Gabriela Loran durante o trabalho na novela.
“Eu tenho o prazer de estar trocando com a Gabi direto e entendendo cada vez mais sobre esse universo. Estou muito feliz de estar tendo essa troca”, comentou.
Repercussão do público
De acordo com o ator, a repercussão do público tem sido positiva, principalmente entre pessoas trans que acompanham a trama.
“Recebo várias mensagens e pessoas trans que eu conheço me abordam na rua e falam da importância de tudo isso. Quando você troca com alguém que realmente vive algumas dificuldades disso, aquilo fica mais pessoal”, afirmou.
Durante a conversa, Pedro também comentou a observação feita por sua mãe, a atriz Letícia Spiller, que recentemente afirmou perceber uma evolução em sua trajetória como ator. Segundo ela, o filho demonstra maior maturidade em Três Graças em comparação ao trabalho anterior em Garota do Momento.
O ator concorda com a avaliação.
“A cada trabalho que a gente faz, a gente vai evoluindo. Nesse trabalho eu fiz questão de fincar uma outra personalidade, um outro tempo. Saí do Beto de 1958 e caí em 2025, um paulista. Foi um dos motivos de eu aceitar esse trabalho, poder mostrar dentro da minha carreira como esses personagens podem ser muito diferentes, mas habitando o mesmo corpo”, explicou.
Novas metas
Apesar do momento positivo na televisão, Pedro afirma que ainda tem metas a cumprir na carreira.
“Falta muita coisa. Nessa profissão a gente nunca para de aprender. Tenho muitas metas e uma delas é fazer mais cinema. Comecei minha carreira pelo cinema, com curtas, e quero voltar a estar mais ligado a esse universo”, disse.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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