Entenda por que o goleiro Bruno voltou a ter prisão decretada

Renata Caldeira/TJMG
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A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta quinta-feira (5/3), a revogação do livramento condicional concedido ao goleiro Bruno Fernandes e expediu um mandado de prisão para que ele cumpra pena em regime semiaberto.

A decisão foi tomada pela Vara de Execuções Penais do estado e tem validade de 16 anos. O ex-jogador, hoje com 41 anos, foi condenado a 23 anos de prisão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio.

O que aconteceu

De acordo com o entendimento judicial, o atleta descumpriu regras estabelecidas para a manutenção do benefício. Poucos dias após obter o livramento condicional, no início de fevereiro, Bruno deixou o estado do Rio de Janeiro sem autorização prévia da Justiça.

O deslocamento ocorreu em 15 de fevereiro, quando ele viajou para o Acre, contrariando uma das condições impostas no momento em que o benefício foi concedido.

Na decisão, o juiz Rafael Estrela Nóbrega destacou que a atitude demonstrou desrespeito às determinações judiciais.

“As condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido. Apenas quatro dias após a efetivação do livramento condicional, o apenado foi para o estado do Acre sem a prévia autorização deste Juízo, em violação às determinações contidas na decisão que concedeu o benefício”, afirmou.

Recolhimento noturno

Outro ponto considerado foi a exposição nas redes sociais. Bruno publicou imagens de uma visita ao estádio do Maracanã no fim de janeiro, quando celebrou seu retorno ao local. Entre as exigências impostas para a concessão do livramento condicional estava o recolhimento obrigatório no período noturno.

O Ministério Público do Rio já havia se manifestado durante a semana, solicitando que o ex-goleiro voltasse ao regime fechado em razão das irregularidades apontadas. A Justiça, no entanto, decidiu apenas cancelar o livramento condicional. Com isso, Bruno deverá cumprir a pena no regime semiaberto.

Nesse modelo de cumprimento de pena, adotado no estado do Rio de Janeiro, o detento pode receber autorização judicial para trabalhar fora durante o dia, mas precisa permanecer recolhido em uma unidade prisional durante a noite e nos períodos determinados pela Justiça.

Relembre o caso

De acordo com a denúncia, Bruno não queria pagar pensão ao filho e teria elaborado um plano para matar Eliza Samudio com a ajuda do amigo Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, e de Marcos Aparecido dos Santos, chamado de Bola, apontado como o executor. Ambos também foram condenados.

O corpo de Eliza nunca foi encontrado. Em 28 de janeiro de 2013, foi emitida a certidão de óbito da modelo, que aponta como causa da morte asfixia mecânica com emprego de violência.

O goleiro permaneceu cerca de sete anos em regime fechado, desde a detenção, em 2010, até ser colocado em liberdade, em 2017.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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