Eclipse solar recorde poderá escurecer o céu por mais de 6 minutos

Matt Anderson Photography/Getty Images
Eclipse solar em 21 de agosto de 2017 às 13h15, em Wisconsin, EUA - Eclipse solar recorde poderá escurecer o céu por mais de 6 minutos - Metrópoles

Um fenômeno astronômico raro promete transformar o dia em uma espécie de crepúsculo por alguns minutos em regiões diferentes do planeta. Em 2 de agosto de 2027, um eclipse solar total cruzará parte do hemisfério oriental e poderá provocar até 6 minutos e 22 segundos de escuridão em determinados pontos da Terra.

, segundo estimativas de astrônomos. O fenômeno poderá ser visto parcialmente em partes da Europa, da África e da Ásia.

Faixa de totalidade vai atravessar 10 países

A fase em que o Sol ficará totalmente encoberto pela Lua — chamado de fase de totalidade — só poderá ser vista em uma faixa relativamente estreita da Terra, com cerca de 258 quilômetros de largura.

A sombra da Lua percorrerá mais de 15 mil quilômetros sobre o planeta e passará por dez países:

Ao todo, o fenômeno poderá atingir cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados da superfície terrestre. Além disso, alguns locais são considerados especialmente favoráveis para a observação, como Tarifa, no sul da Espanha, áreas costeiras da Tunísia e a cidade egípcia de Luxor.

Por que o eclipse solar será tão longo?

A longa duração desse eclipse solar em específico está relacionada à posição da Lua no momento do alinhamento entre os astros. Na data do fenômeno, o satélite natural estará no perigeu, ponto em que a órbita fica mais próxima da Terra.

A proximidade faz com que a sombra projetada pela Lua seja maior, permitindo que o Sol permaneça encoberto por mais tempo. Além disso, o evento também integra a chamada série Saros 136, conhecida por gerar eclipses com períodos prolongados de totalidade.

Os astrônomos indicam que um eclipse com duração superior ao previsto para 2027 só deverá ocorrer novamente em 2114.

Como será a escuridão durante o eclipse?

Mesmo nos locais onde o Sol ficará totalmente encoberto pela Lua, o céu não ficará escuro como à noite. Durante a fase de totalidade, a paisagem deve lembrar um crepúsculo repentino, como se o entardecer chegasse de forma rápida no meio do dia.

Ou seja, a luz diminui bastante, mas ainda é possível enxergar o horizonte. Isso acontece porque parte da luz do Sol continua sendo espalhada pela atmosfera da Terra, iluminando o céu ao redor da área onde ocorre o eclipse.

Fake news nas redes sociais

Nos últimos dias, publicações nas redes sociais passaram a afirmar que o planeta inteiro ficará no escuro por seis minutos durante o eclipse. A informação não é verdadeira.

A escuridão total só será percebida nas áreas que estiverem dentro da faixa de totalidade, por onde a sombra da Lua vai passar. Nas demais regiões do mundo, o fenômeno aparecerá apenas como um eclipse parcial, quando só parte do Sol fica encoberta.

Outra informação incorreta que também circula nas redes é a de que não haverá outros eclipses em 2027. Na realidade, um eclipse solar parcial está previsto para 21 de setembro do mesmo ano, visível principalmente em áreas do oceano Pacífico.

Como acontece um eclipse solar?

Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, bloqueando a luz solar e projetando uma sombra sobre o planeta.

O alinhamento não acontece em todas as luas novas porque a órbita da Lua é levemente inclinada em relação à da Terra. Na maioria das vezes, a sombra passa acima ou abaixo do Sol.

Além disso, existem tipos diferentes de eclipse. No total, a Lua cobre completamente o Sol; no anular, sobra um anel luminoso ao redor; e no parcial, apenas uma parte do Sol é encoberta.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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