
Pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro se manifestou sobre a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)Alexandre de Moraes e o controlador do Banco Master Daniel Vorcaro, preso na quarta-feira (4/3).
Para o senador, as mensagens apontam que o ministro “atuava como advogado de fato” e deveria renunciar ao cargo no STF. “Alexandre de Moraes deve renunciar, pelo bem da democracia e do Judiciário brasileiro! Ou sofrer, imediatamente, processo de impeachment no Senado Federal”, reagiu Flávio Bolsonaro, em suas redes sociais.
“As mensagens reveladas escancaram que ele atuava como advogado de fato. Era parte interessada nas demandas. Isso é absolutamente incompatível com a função e configura crime. Não há mais qualquer condição de permanência no cargo”, afirmou o pré-candidato a presidente.
O senador também lançou críticas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, por não ter determinado a abertura de uma investigação sobre a conduta de Moraes. “Outro escândalo é o Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, até agora não ter aberto investigação contra Moraes. As instituições precisam ser preservadas das pessoas que as envergonham!”, disse.
Troca de mensagens
Segundo a Polícia Federal (PF), Vorcaro teria trocado mensagens com Moraes do dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro de 2025. “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”. Moraes respondeu em seguida, mas o conteúdo das mensagens não foi recuperado.
Em nota, o gabinete do ministro alegou que “as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”.
“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao ministro Alexandre de Moraes”, diz a nota.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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