TJGO absolve engenheiro pela morte de menino em parque de Caldas Novas

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A 3ª Vara Criminal de Caldas Novasmorte do menino Davi Lucas de Miranda, de 8 anos, ocorrida em fevereiro de 2022 no Di Roma Acqua Park, em Caldas Novas (GO).

O acidente aconteceu em um brinquedo chamado “Vulcão”, localizado dentro do parque aquático, que fica na Rua São Cristóvão, no Setor Solar. Segundo as investigações, o menino entrou em uma área que estava interditada para manutenção. No local, havia um toboágua que passava por obras de desmontagem.

Durante a manutenção, a área do brinquedo deveria estar isolada por um tapume, estrutura provisória feita geralmente de madeira ou metal, usada para fechar e proteger locais em obras, impedindo a entrada de pessoas. Esse tapume funcionava como barreira de segurança ao redor do toboágua que estava em reforma.

No entanto, a proteção foi retirada antes do acidente, o que permitiu que a criança acessasse o local. Ao subir na estrutura, o menino escorregou e caiu de grande altura, sofrendo ferimentos que resultaram em sua morte.

Na decisão, o juiz Flávio Pereira dos Santos Silva afirmou: “Não há elementos que indiquem que o réu tenha autorizado ou participado da remoção do tapume. Assim, não se pode atribuir a ele responsabilidade direta pelo acidente.” O magistrado também destacou: “A retirada do isolamento ocorreu por ordem do gerente do parque, sem conhecimento do engenheiro responsável pela obra.”

Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil e durante o processo confirmaram que o tapume foi realmente retirado por ordem do gerente do parque, Cristiano Vilela Reis, sem o conhecimento do engenheiro. Cristiano também respondia criminalmente pelo caso, mas em fevereiro de 2025 firmou um acordo de não persecução penal com o Ministério Público do Estado de Goiás, encerrando o processo após homologação judicial.

Referente à absolvição, o Ministério Público de Goiás (MPGO) declara que não concorda com a decisão da Justiça e, por isso, no momento oportuno, recorrerá.


Entenda o caso


Relato dos pais

Luciano, pai de Davi e morador de Conselheiro Lafaiete (MG), contou ao Metrópoles à época como aconteceu o acidente. Por volta das 16h, Davi se afastou dizendo que iria usar o banheiro, enquanto a família aguardava em outro ponto do parque. “Quando eu vi que estava demorando, fui procurá-lo. Aí foi anunciado pelo microfone: ‘Pai da criança com roupa tal, de aproximadamente 8 a 9 anos, ir urgente na pastelaria’. Eu pensei: ‘Meu filho, aconteceu alguma coisa’”, relatou.

Ao chegar ao local, Luciano se deparou com uma cena desesperadora: muitas pessoas ao redor, uma ambulância do Samu e a equipe médica tentando socorrer Davi. “Foi muito rápido. Eu aflito com meu outro bebê no carrinho, várias pessoas me consolando e me explicando o que estava acontecendo, que não havia bloqueio nesse ‘Vulcão’. Minha esposa chegou e entrou em pânico. Fiquei exclusivamente do lado do meu filho”, contou.

Caldas Novas é um destino bastante conhecido. Davi visitou a cidade turística em todos os seus 8 anos de existência. Ele dizia que, quando fosse adulto, iria morar ali.

“Ele sabia nadar como nunca. Era louco por água e tinha um carinho muito especial por essa cidade. De agosto para cá, ele só falava dessa viagem. Eu perguntei: ‘Quer ir para onde meu filho?’. Ele falou: ‘Caldas Novas, papai’”, relembra Luciano.

Davi era conhecido por ser comunicativo e obediente. Era fã de super-heróis e a última festa de aniversário dele foi temática do Homem-Aranha.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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