Roubo de obras na Biblioteca Mário de Andrade foi planejado em um mês. Vídeo

Reprodução
Imagem colorida de suspeitos roubando obras de arte. Metrópoles

O roubo das 13 obras de arte na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, foi planejado com cerca de um mês de antecedência, apontou a investigação. Três meses depois do crime, o acervo continua desaparecido.

Segundo o processo judicial que investiga o caso, o planejamento do roubo começou quando Gabriel Pereira de Mello, conhecido como Gargamel e apontado como líder do grupo criminoso, aliciou Felipe dos Santos Fernandes, vulgo Sujinho, prometendo lhe pagar R$ 50 mil pela ajuda no assalto, que seria praticado cerca de um mês depois.

Gabriel segue foragido com as obras roubadas, enquanto Felipe foi preso no dia seguinte ao crime.

No crime, a dupla usou um carro furtado — Celta prata. Felipe e Gabriel usaram o veículo para estudar as imediações da biblioteca e possíveis rotas de fuga no local. O radar inteligente da região já havia flagrado o carro rodeando pelo local um mês antes do assalto das obras de arte.

Na véspera da ação, a dupla até tentou aliciar mais um participante, mas que não topou participar do crime, “visto ter outro compromisso na data”.


Dia do crime


Problema na fuga

O veículo usado na fuga apresenta uma pane elétrica na Rua João Adolfo, a dois quilômetros da Biblioteca Mário de Andrade. Os suspeitos continuam a fuga a pé. Em um dado momento, Felipe paga R$ 30 para um usuário de drogas ajudá-lo a carregar as obras.

Nos vídeos acima, é possível ver que, às 11h, Gabriel chega no prédio em que mora, carregando a primeira leva das obras roubadas. Antes, ele é flagrado quebrando as molduras do acervo subtraído.

Posteriormente, aparece Luis Carlos Nascimento, conhecido como Magrão. Ele ajudou Felipe e Gabriel a transportar o restante das obras. Magrão também foi preso, no dia 18 em dezembro.

Na parte da noite, a esposa de Gabriel, Cícera de Oliveira Santos, é vista chegando no prédio do companheiro. Ela deixa o edifício às 19h38 com duas sacolas contendo as obras e as entrega para o marido, que naquele momento já não se encontrava no próprio apartamento.

Cícera é presa no dia 19 de dezembro.

Por volta das 20h30, Gabriel foi visto na estação de metrô Parque Dom Pedro. Ele desembarca na estação Itaquera, onde é flagrado pela última vez.


Roubo em biblioteca


Obras roubadas

Segundo o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), foram subtraídas oito gravuras da série “Jazz”, de Henri Matisse, e cinco gravuras da série “Menino de Engenho”, de Candido Portinari. Veja fotos:

O Metrópoles apurou que as obras são: The Clown, The Circus, Monsieur Loyal, The nightmare of the white elephant, The Codomas, The swimmer in the tank, The sword swallower, The cowboy, de Matisse; e Homem a Cavalo com Menino na Garupa, Mestiço Preso em Tronco, Homem Morto, Queimada no Canavial e Mulher Morta, de Portinari.

O roubo aconteceu no último dia em que a mostra estava em cartaz.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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