“Justiça seja feita”: feminicídio de manicure no DF gera revolta

Reprodução/Redes Sociais
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Familiares, amigos e conhecidos de Luana Moreira Marques (foto em destaque), 41 anos, lamentara, nas redes sociais, a morte da mulher assassinada pelo ex-companheiro, Wellington de Rezende Silva, 43 anos, a facadas dentro do carro do ex-marido, na tarde dessa segunda-feira (9/3), em Planaltina (DF).

Veja:

Luana era manicure e trabalhava em um salão em Sobradinho. Ela deixou dois filhos maiores de idade, que moravam com Wellington, e uma menina menor de idade, que vivia com ela em Sobradinho. Além de um neto. 

Wellington confessou o crime à polícia e alegou ter agido por “ciúmes intensos”, pois acreditava que a manicure estaria se relacionando com outra pessoa.

O ex-casal manteve relacionamento por aproximadamente 20 anos e tinha três filhos. Luana planejava viajar nesta terça-feira (10/3) para Porto Seguro (BA) com a filha do casal.

Nas redes sociais, amigos e conhecidos prestaram homenagens à vítima.

Vitória Monteiro, cliente e amiga de Luana, também se despediu e lembrou que as duas tinham combinado de se encontrar durante uma viagem.

“Fiz minhas unhas com ela no sábado. Rimos quando descobrimos que íamos para o mesmo destino, Porto Seguro, e nos despedimos dizendo que nos veríamos na praia. Ainda sem acreditar… que Deus conforte a família e que a justiça seja feita”, afirmou.

Dan Ribeiro também lamentou a morte da manicure. “Hoje nos despedimos de uma mulher que tinha sonhos, história e pessoas que a amavam. Que sua memória nunca seja esquecida e que sua partida nos faça lutar ainda mais contra a violência”, escreveu.

Amiga da vítima, Roberta Souza destacou o carinho que tinha por Luana. “Sem acreditar… uma pessoa tão querida e batalhadora. Você foi minha manicure e amiga por tanto tempo e sempre me recebeu com tanto carinho.”

Em outra parte da homenagem, Roberta lembrou que as duas haviam combinado de se encontrar na viagem: “A gente ia se encontrar em Porto Seguro e você ia lá no hotel, você não vai mais”.

Crime premeditado 

O motorista de aplicativo teria armado uma emboscada para matar a ex-companheira. Ele assassinou Luana dentro do próprio carro.

Armado com uma faca de açougueiro, escondida sob o tapete do banco do motorista, o homem buscou a ex-companheira no Jardim Ruiz, onde ela morava com uma amiga. Apesar de a amiga ter alertado para Luana não entrar no carro, a vítima embarcou sem desconfiança.

Durante o trajeto, o ex-casal teria discutido. Wellington queria reatar o casamento, porém Luana recusou. O suspeito, então, puxou a faca, segurou a vítima, que soltou o cinto para tentar fugir, e começou a estrangulá-la.

Quando a mulher desmaiou, ele desferiu os golpes de arma branca. A perícia identificou ao menos três facadas – no pescoço, nas costelas e na orelha –, além de marcas de defesa nas mãos.

A vítima teria implorado pela vida, pedindo que o ex-marido pensasse na filha do casal e nos outros dois filhos, mas ele continuou com o ataque e teria proferido friamente: “Você já está morta”.

Posteriormente, o autor se dirigiu para a 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) com o corpo da vítima no banco do passageiro. O homem foi preso em flagrante. A arma do crime também foi apreendida.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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