A área ocupada tem 2.462 hectares e, segundo o movimento, é reivindicada para reforma agrária desde 2002. O MST afirma que o local possui histórico de conflitos fundiários, com registros de violência, assassinatos e denúncias de trabalho escravo.
De acordo com o movimento, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, em fevereiro de 2020, o cancelamento da matrícula do imóvel, decisão assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, o que teria devolvido a área ao domínio da União. Mesmo assim, o fazendeiro continuaria na propriedade, situação que o MST classifica como grilagem de terra pública.
A ocupação também busca pressionar pela destinação da área às famílias do acampamento Carlos Marighella, formado em 2013 e localizado próximo à fazenda. Atualmente, cerca de 200 famílias vivem acampadas às margens da rodovia TO-404, nas proximidades do lixão municipal, aguardando assentamento.
A ação em Araguatins integra uma série de mobilizações realizadas em todo o país durante a jornada deste ano, que tem como lema: “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar.”
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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