
A Justiça de São Paulo condenou, na sexta-feira (6/3), dois dos quatro presos por matar Beatriz Munhos, de 20 anos, na frente do pai, durante uma falsa compra de um drone, em Sapopemba, na zona leste de São Paulo.
Isaías dos Santos Silva, apontado como o autor do disparo que matou a jovem no dia 1° de novembro, foi condenado a 31 anos e seis meses de prisão. Lucas Kauan da Silva Pereira, tido como o motorista da motocicleta usada pelos suspeitos, recebeu uma pena ligeiramente menor e deverá cumprir 30 anos e quatro meses de prisão. Os dois deverão cumprir pena em regime fechado.
Segundo a sentença proferida pelo juiz Marcello Ovídio Lopes Guimarães, da 18ª Vara Criminal, Isaías ainda confessou ter dado o tiro, mas afirmou que não teve a intenção e que só o fez porque o spray de pimenta jogado pela vítima pegou o seu rosto, o deixando sem enxergar no momento.
O homem foi preso no dia 18 de novembro, na cidade de Mirante, na Bahia. Lucas foi detido dois dias após o crime, após ser reconhecido pelo pai de Beatriz.
Quadrilha envolvida no crime
Além dos dois condenados, outros dois homens foram presos suspeitos de integrar uma quadrilha especialista em roubos se passando por compradores online.
Gabriel Ferreira da Silva, preso no dia 26 de fevereiro deste ano, é apontado como o líder do grupo criminoso e teria fingido ser o comprador do drone do pai de Beatriz.
Matheus Andrade da Silva é o quarto preso da investigação.
Relembre o caso
“Levaram minha pequena”
Em um vídeo publicado no perfil da filha assassinada, Lucas Munhos, pai da vítima, deu mais detalhes sobre o crime. “Amigos, muita gente está achando que não é verdade, mas infelizmente é verdade. Poucos conhecem, eu só estou usando a rede social dela porque a única coisa que sobrou é o celularzinho dela, eles levaram o meu celular”, relatou.
“Eu estava junto. Assaltaram e deram um tiro na cabeça da minha filha. Levaram a minha pequena. A minha filha não está mais entre nós. A gente não pode deixar isso impune, senhores, não pode. O governo tem que fazer alguma coisa, a polícia já está fazendo o trabalho dela. Mas isso não pode acontecer novamente com as pessoas. Um pai, uma mãe, um namorado, um irmão não merecem passar por isso”, completou Munhos.
Beatriz foi velada e sepultada no dia 3 de novembro do ano passado, em Sorocaba, no interior paulista.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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