
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11/3), a terceira fase da Operação Anomalia, que mira policiais militares suspeitos de atuar em benefício do crime organizado no Rio de Janeiro e na Região Metropolitana.
A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa criada para fortalecer o combate a facções ligadas ao tráfico de drogas e armas e interromper conexões entre organizações criminosas e agentes públicos.
Ao todo, sete mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão são cumpridos nas zonas Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz, na capital fluminense, além das cidades de Nova Iguaçu e Nilópolis.
As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados e a quebra de sigilo de dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos. A Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro acompanha o cumprimento das medidas.
Segundo a investigação da PF, os policiais militares investigados teriam usado a estrutura do Estado e as prerrogativas da função para favorecer grupos criminosos.
As apurações indicam que os PMs atuavam em diferentes frentes, incluindo facilitação logística para traficantes e milicianos, proteção a criminosos e ocultação de dinheiro.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema funcionava como uma rede de cooptação de agentes públicos, que forneciam suporte estratégico a organizações criminosas em troca de vantagens indevidas.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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