Polícia faz megaoperação contra cúpula do CV e família de Marcinho VP

Fernando Frazão/Agência Brasil
Durante operação policia contra o Comando Vermelho, detidos são conduzidos para a Cidade da Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta quarta-feira (11/3), uma megaoperação para apurar crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa armada e corrupção policial envolvendo integrantes do Comando Vermelho (CV), da Polícia Militar e políticos.

A ação é resultado de investigação conduzida pelos delegados Pedro Cassundé e Vinicius Miranda de Moraes da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), que mapeou, de forma inédita, a estrutura de poder da facção no estado.

O inquérito concentra-se em Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca da Penha”, “Urso” ou “Paraíba”, apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho com mais de duas décadas de atuação.

Segundo a polícia, Doca ocupa o cargo de “1ª Voz das Ruas”, atuando como porta-voz executivo da cúpula da facção.

Estatuto da facção

A análise telemática de mensagens atribuídas a Doca mostrou, pela primeira vez, uma estrutura extremamente sofisticada.

De acordo com a investigação, o Comando Vermelho possui estrutura organizacional formalizada, com conselho deliberativo, cargos definidos, procedimentos decisórios e regime disciplinar.

Esse modelo estaria descrito em um estatuto interno, que chegou a ser enviado por Doca ao Primeiro Comando da Capital (PCC) durante negociações de paz entre facções em fevereiro de 2025. Fato noticiado em primeira mão pela coluna.

Cúpula do crime

A investigação aponta uma tríade de comando dentro da organização criminosa:

Segundo a polícia, mesmo preso, Marcinho VP continua exercendo influência sobre a facção por meio da esposa, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, e do sobrinho Landerson Lucas dos Santos, apontados como intermediários nas comunicações.

De acordo com o inquérito, advogados, familiares e operadores externos funcionariam como canais de transmissão de ordens da cúpula presa para as lideranças que atuam nas ruas.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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