Ministro nega intervenção na Petrobras após alta no petróleo

Igo Estrela/Metrópoles
Comissão de Relações Exteriores quer explicações de Alexandre Silveira

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), negou, nesta quarta-feira (11/3), que o governo federal fará qualquer intervenção nas decisões da Petrobras, em especial a alta dos preços do petróleo. Ele afirmou que há um “equívoco” quanto a avaliação de que o Planalto atua nas decisões da estatal.

“Há um equívoco quando se dirige à Petrobras falar que o governo vai interferir na Petrobras. A Petrobras é uma empresa que tem governança”, disse em audiência da Comissão de Minas e Energia na Câmara dos Deputados.

A disparada do preço do petróleo acendeu todos os sinais de alerta nos mercados globais.

Antes do conflito no Oriente Médio, a cotação média do barril da commodity era de US$ 73. Na última semana, ela chegou a quase US$ 120. O valor não ultrapassava a barreira dos US$ 100 desde 2022.

A declaração ocorre em um contexto de aumento no preço dos combustíveis no Brasil, reflexo de tensões no mercado internacional de petróleo.

A escalada do conflito no Oriente Médio e as ameaças de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente, têm pressionado as cotações da commodity.

Esse cenário elevou o valor do barril no mercado internacional e ampliou a diferença entre os preços praticados no exterior e aqueles observados nas refinarias brasileiras.

Mesmo sem anúncios recentes de reajuste por parte da Petrobras, consumidores enfrentam altas em alguns postos.

Isso ocorre porque uma parcela significativa do combustível vendido no país é importada ou produzida por refinarias privadas, que costumam acompanhar com mais rapidez as variações do mercado internacional de petróleo e diesel, repassando esses movimentos ao mercado doméstico.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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