Portas fechadas

Portas fechadas

13 de março de 2026 – 05h00 7 min de leitura

Demorou menos de 20 minutos a reunião a portas fechadas do MDB com Mailza e seus principais assessores e deputados. O que dava para ouvir do lado de fora era aplausos e mais aplausos. Ao que tudo indica, o bolo foi bem dividido e todos ficaram satisfeitos. Do lado de fora, havia alguns militantes emedebistas e progresistas soltando piadas um para os outros com alguns dizeres: “aqui só tem 171”. Que coisa, não!?

Amigos ou inimigos?

Ao lado da sala de reuniões onde os políticos decidiam o rumo das eleicões, existia um grupo comendo pão manual, café preto e manteiga Italac. Não havia mortadela, pelo que essa coluna viu pessoalmente.

É um comediante…

O deputado estadual Tanízio Sá, em evento da aliança do MDB com Mailza, disse que além do grupo dos “cabeças brancas”, o glorioso também tem o grupo dos “cabeças pretas”. Estará, será, o MDB, às vésperas de anunciar o grupo dos calvos?

O jogo das alianças

Nos bastidores da política acreana, os rumores apontam para uma possível aproximação entre o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, e o senador Alan Rick, de olho nas eleições. As conversas, segundo fontes, ainda não avançaram formalmente, mas o movimento é visto como estratégico.

Dará o troco

A leitura nos bastidores políticos é de que, caso Bocalom não consiga uma legenda para viabilizar sua candidatura, o “troco” dentro do grupo liderado pela vice-governadora Mailza Assis, poderia ser o apoio ao adversário direto, Alan Rick. O cenário ainda é de especulação.

PSD no radar

Outro comentário que circula com força é que Bocalom teria falado com o senador Sérgio Petecão em busca de espaço no PSD para disputar as eleições. Petecão teria ouvido o prefeito, mas interlocutores afirmam que ainda existe desgaste do passado, especialmente de episódios da primeira gestão de Bocalom na prefeitura.

Aviação como legado

Em meio às articulações eleitorais, um tema administrativo voltou a ganhar destaque: a expansão e fortalecimento dos aeródromos estaduais. O investimento na aviação regional é apontado como um dos principais legados da gestão do governador Gladson Cameli, que destinou recursos significativos para a recuperação e ampliação de pistas de pouso no interior.

Provocação

Ao desafiar o McDonald’s a abrir uma unidade no Acre, o Burger King transforma o vazio logístico do concorrente em palanque publicitário. A marca utiliza a exclusividade regional para projetar uma imagem de coragem e respeito à liberdade de escolha do consumidor nortista. Essa estratégia de guerrilha converte a ausência do rival em um convite irônico, gerando engajamento orgânico e fortalecendo o valor da marca no mercado local.

Detran

A atualização do plano de carreira do Departamento Estadual de Trânsito do Acre corrige falhas após o concurso iniciado em 2024, evitando atraso salarial a novos servidores. Ajustes desse tipo revelam problema recorrente: editais avançam mais rápido que a legislação administrativa.

Judiciário

O Tribunal de Justiça do Estado do Acre aprovou incentivo à permanência de profissionais de TI e apoio a candidatos negros à magistratura. Em um setor onde a evasão tecnológica cresce no país, políticas de retenção viram estratégia para reduzir perda de especialistas.

Rodovia

Emprego

Para relembrar que o buraco é sempre mais embaixo: o Acre iniciou o ano na contramão do país e, enquanto o Brasil criou 112 mil vagas formais em janeiro, o Estado perdeu 892 postos, segundo o Novo Caged. A diferença expõe fragilidade regional no mercado de trabalho, ainda sensível a juros altos e baixa demanda.

Serviços

No país, os serviços abriram 40,5 mil empregos em janeiro; no Acre, o mesmo setor liderou as demissões, com –715 vagas. O contraste mostra como economias locais menos diversificadas respondem mais rápido às oscilações de consumo.

Alimentos

4,4 mil empregos diretos. É o que registrou a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos para o segmento no Acre. Não é nada desprezível. O que não há é reflexo dessa importância na seara política.

Capital

Em Rio Branco, o saldo de empregos foi 618 vagas em janeiro, apesar de 2.674 contratações. O número indica rotatividade elevada: para cada 100 admissões, houve cerca de 123 desligamentos, sinal de desaceleração no início do ano.

Indústria

A indústria brasileira abriu 54,9 mil vagas, puxada pela transformação (53,2 mil). O dado contrasta com a dependência do Acre do setor público e de serviços, evidenciando a distância produtiva entre a economia regional e o eixo industrial do país.

Leitos

Cirurgias

Transporte coletivo

Ao anunciar a nova licitação para o transporte coletivo em Rio Branco, o prefeito Tião Bocalom admitiu também que quem for operar o serviço, também administrará os novos ônibus que o executivo solicitou para financiamento no PAC. Resta saber, no entanto, se haverá desconto na administração destes veículos, já que são públicos, diferentemente dos ônibus que a empresa terá que entregar à cidade. Não é justo que a empresa receba o mesmo valor para operar um veículo que não é dela.

Infraestrutura

Em Rio Branco, segundo Tião Bocalom, obras públicas somam mais de R$ 500 milhões em investimentos. O volume indica forte presença do gasto público no dinamismo urbano, estratégia comum em economias regionais com menor participação do setor privado.

Seguros

Quem no Acre tiver, abra o olho pois a suspensão de novas apólices de garantia pela Superintendência de Seguros Privados contra a Seguradora S/A Infinite mostra maior rigor regulatório como também problemas no setor. Medidas preventivas desse tipo são raras, mas indicam tentativa de evitar riscos sistêmicos no mercado.

Energia

Acidentes próximos à rede elétrica continuam recorrentes em obras urbanas. Especialistas alertam que a descarga por indução pode ocorrer mesmo sem contato direto com fios, ampliando o risco em cidades onde construções avançam rapidamente sobre áreas com fiação aérea.

Ufac x UFMG

O Governo do Acre, na prática, ignora a nossa querida Ufac. Todas as consultorias, todos os trabalhos que apontam alguma projeção que são contratados pelo Governo do Estado dificilmente a Ufac é lembrada. A universidade da moda por aqui é a UFMG.

Combustíveis

Com a tensão no Oriente Médio, o Ministério de Minas e Energia abriu sala de monitoramento do abastecimento. A iniciativa busca evitar choques no mercado, já que o Brasil ainda depende da importação de derivados como o diesel, apesar de ser exportador de petróleo. Isso pode não resolver, já que o tal mercado é livre.


Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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