
Entre reinos africanos, disputas de poder e uma história de amor que atravessa continentes, a nova novela das seis da Globo aposta em uma trama marcada por conflitos e encontros. E Erika Januza entra nessa história.
No elenco de A Nobreza do Amor, que estreia em 16 de março, a atriz interpreta a rainha Niara. E, em entrevista à coluna, ela destaca o significado de interpretar uma rainha africana. Erika também menciona o que representa a presença de um reino africano na narrativa.
“Já sabia que seria histórico, ter um reino africano na novela das seis. Fazer parte disso, sendo uma rainha… Eu que já vivi rainha na Sapucaí e vivi tantas mulheres fortes na ficção, fazer uma rainha está sendo um presente. E poder mostrar uma África, poder mostrar o povo preto em um outro recorte”, afirmou.
Erika Januza também comentou sobre o ambiente de gravação e os elementos visuais presentes na produção. Segundo ela, figurinos e referências culturais fazem parte da construção do universo da novela.
“Uma alegria que tenho é chegar no set, olhar em torno, ver roupas que já vi em filmes, são de países que a gente já conhece e que estão ali. Poder mostrar para as pessoas na TV que existe esse recorte do povo preto. É mostrar um outro lugar. Somos diversos e isso tem que ser mostrado”, disse.
Durante a conversa, Erika ainda falou sobre a presença de uma realeza negra na trama. Para a atriz, a representação pode ampliar o olhar do público sobre diferentes narrativas.
“Hoje tem uma princesa preta. Isso é muito lindo e inédito. Que essa seja a porta para muitos outros projetos e para que abra a mente das pessoas, que estão acostumadas a verem só um tipo de coisa. E entender que pode ter isso também. E que não seja necessário discutir, que se normalize. A gente pode e precisa ver coisas diversas”, declarou.
O início da trajetória
A atriz também relembrou o início da carreira, quando participou da série “Suburbia”, exibida em 2012. Erika Januza recordou a decisão de deixar o emprego para aceitar o trabalho na produção. E que deu certo até hoje.
“Lembro dessa época que saí do emprego para fazer ‘Suburbia’ e falei para minha patroa: ‘posso acabar quando voltar?’ Porque achava que não teria outra oportunidade, ia voltar. E tudo bem se voltasse. Mas que bom que não voltei e estou podendo contar tantas histórias”, recordou.
Ao avaliar o próprio percurso profissional, Januza comentou as mudanças que percebe desde o início da carreira. Ela disse que a experiência trouxe novas perspectivas sobre o trabalho.
“Estou mais sábia, mais corajosa, mais madura. Estou menos medrosa e continuo cheia de gratidão”, afirmou.
Por fim, a atriz fez uma relação da personagem na novela com o período em que foi rainha de bateria no Carnaval do Rio de Janeiro. Para ela, tanto a realeza quanto o desfile na Sapucaí envolvem trabalho coletivo.
“Rainha, mesmo sendo rainha, não faz nada sozinha. A rainha tem o rei, tem a princesa, tem todo um reino. Lá no Carnaval, a rainha é só um símbolo. Tem um monte de coisa que faz aquele reino acontecer. Realeza não é sobre ser sozinho, é um coletivo. O Carnaval e a novela são coletivos. A vida da gente também, tem muito disso”, afirmou.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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