
O Grupo Prada, atual proprietário da maison italiana Versace, anunciou o retorno do Atelier Versace para 2027. O segmento, responsável pela alta-costura da grife, perdurou até 2017, quando foi descontinuado por Donatella Versace. A novidade foi revelada durante a apresentação dos resultados de 2025 do grupo, realizada em março deste ano.
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A história do Atelier Versace
Fundado em 1989 por Gianni Versace, tinha como objetivo explorar a alta-costura ao invés de peças comerciais – terreno já dominado pela maison. O ateliê nasceu para competir com as tradicionais casas parisienses, trazendo uma estética glamourosa, sexy e maximalista para os desfiles do segmento.
Outra característica marcante do Atelier Versace era a realização da maioria dos desfiles no famoso hotel Ritz, em Paris. A passarela da grife contava com a presença de supermodelos como Naomi Campbell, Linda Evangelista e Christy Turlington.

O Atelier Versace também foi responsável por popularizar o oroton: malha metálica que parece seda, mas é feita de pequenas correntes de metal. O tecido se tornou uma das marcas registradas do ateliê.

O ateliê deixou uma marca na história da casa italiana após Gianni apresentar o que viria a ser seu último desfile para a maison, em 1997. Na coleção apresentada, as peças foram inspiradas pelo período e a estética bizantina. Preto e dourado eram predominantes em looks com bordados elaborados, cruzes e o maximalismo característico da Versace.
Nove dias depois da apresentação, o estilista foi assassinado, e o desfile recebeu interpretações proféticas pelos amantes da marca.
Em 2017, o segmento parou de realizar desfiles no Paris Fashion Week. Desde então, a alta-costura da maison tem se voltado para a produção de peças esporádicas para artistas e personalidades influentes no cenário da moda. Eventos como o Met Gala e o Oscar se tornaram passarelas simbólicas do ateliê.


Versace como parte do Grupo Prada
O ano de 2025 foi decisivo para a Versace: as negociações de sua compra pelo Grupo Prada tiveram início em abril e foram concluídas oficialmente em dezembro. O grupo adquiriu todas as ações da grife, que fazia parte do conglomerado norte-americano Capri Holdings.

A Versace foi comprada por aproximadamente US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões). O valor da transação foi influenciado pelas dificuldades financeiras que a casa italiana enfrentou nos últimos anos.

Após a compra, as mudanças internas na grife chamaram a atenção. Entre elas, a saída de Donatella Versace, que permaneceu como diretora criativa da etiqueta por 27 anos, e o anúncio de Pieter Mulier como sucessor do cargo.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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