Mulher dopada por policial fake: "Acordei completamente nua e grogue"

Reprodução / @blogdazuleika
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A jovem de 23 anos que denunciou ter sido dopada e estuprada após uma entrevista de emprego com um homem que se apresentava como delegado de polícia relatou ter ficado 24 horas desmaiada na residência do suspeito. A vítima disse ter acordado sem roupas e grogue. O caso aconteceu na noite de terça-feira (10/3), em Águas Claras (DF).

Veja o relato: 

 

Ela afirma que só despertou na noite do dia seguinte, quarta-feira (11/3), completamente nua, na cama do investigado, que estava apenas de cueca. Ainda desorientada e cambaleando, ela conseguiu se vestir e fugir do local.

O falso delegado é André Luiz Alves da Fonseca, de 41 anos. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a denúncia contra ele.

A vítima relata que o contato inicial ocorreu em função de uma suposta oferta de trabalho. O suspeito, alegando ser proprietário de diversas empresas, sugeriu que a entrevista fosse realizada em uma lanchonete.

Após o encontro, o homem ofereceu carona à vítima, que mora em Ceilândia Norte. No entanto, o trajeto tomou um rumo suspeito depois que André começou a dirigir em círculos.

De acordo com a mulher, o interior do carro, ele exibia fardas da polícia e uma algema. 

Sob o pretexto de realizar a doação de uma cama, o homem convenceu a vítima a subir até seu apartamento. No local, ele ofereceu um suco. “Eu já com medo dele, aceitei e tomei um pouco. Logo depois, apaguei”, detalhou a vítima.

A mulher despertou horas depois, desorientada e sem roupas. Ao questionar o agressor, ele alegou que ela teria se despido por vontade própria.

“Ele me deixou trancada por 24 horas dopada. Eu não sei o que esse monstro fez comigo, não me lembro de nada. Acordei completamente nua e grogue. Eu poderia ter sido mais uma mulher para a estatística”, desabafa.

Motorista de app

Ainda sob efeito de substâncias, a mulher conseguiu convencer o homem a chamar um transporte por aplicativo. Ao entrar no carro, a vítima aparentava estar desorientada, tremendo e com dificuldade para se expressar.

Ao chegar ao local indicado, o motorista encontrou a jovem encostada em outro veículo. Quando a chamou pelo nome que aparecia na solicitação, ela se aproximou e perguntou se a corrida seria para Ceilândia (DF), destino indicado no app.

O condutor percebeu que a passageira estava confusa e não parecia saber exatamente para onde estava indo. No momento em que tentou entrar no carro, a jovem teve dificuldade para localizar a maçaneta da porta e comentou que não enxergava bem.

Já dentro do veículo, perguntou as horas e o dia da semana. Quando ele respondeu que eram 21h de quarta-feira (11/3), ela demonstrou surpresa com a resposta, pois o último momento que se recordava era a noite de terça (10/3), quando havia ingerido uma bebida oferecida pelo suspeito e apagou.

Preocupado, o motorista decidiu procurar ajuda e entrou em contato com uma viatura da polícia. Ele foi orientado a levar a jovem diretamente a uma delegacia.

O condutor, então, seguiu para a 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), onde o caso foi registrado e passou a ser investigado pelas autoridades.

De acordo com a Polícia Civil, “desde o primeiro momento, foram adotadas medidas prioritárias de atendimento à vítima, incluindo acolhimento, encaminhamento para medicação, preservação de vestígios e realização de exames periciais cabíveis”.

A PCDF também informou que o suspeito ainda não foi localizado e que a delegacia responsável pelo caso, a 21ª DP (Taguatinga Sul), instaurou inquérito policial, que tramita com prioridade.

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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