
O caso do adolescente de 14 anos que criou imagens falsas de colegas nuas usando inteligência artificial repercutiu em Vitória (ES). As fotos foram compartilhadas em um grupo de WhatsApp e as vítimas descobriram após serem avisadas por uma amiga.
As adolescentes procuraram a coordenação da escola, mas a resposta foi considerada insuficiente pelas famílias. Segundo um familiar de uma das alunas, ouvido pela a coluna, “a escola tratou o caso como qualquer outro incidente comum entre alunos”, disse.
“O que mais choca, na verdade, é o silencio por parte da escola. Como eu tenho uma irmã que estuda na instituição, acho preocupante”, desabafou.
As famílias registraram boletim de ocorrência para que o caso fosse investigado.
Escola se pronuncia
Em nota, o Colégio Salesiano Jardim Camburi informou que tomou conhecimento do caso envolvendo estudantes do ensino fundamental durante o período de férias escolares.
Segundo a instituição, medidas pedagógicas e disciplinares foram adotadas assim que a situação foi identificada.
As famílias dos estudantes foram convocadas e atendimentos individualizados foram realizados.
O colégio também informou que comunicou o caso às autoridades e que colabora com a apuração.
A instituição destacou que não divulgará detalhes que possam identificar os estudantes, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
A escola afirmou ainda que mantém o compromisso com um ambiente escolar seguro e com o uso responsável das tecnologias digitais.
Investigação
A Polícia Civil informou que tomou conhecimento dos fatos após o registro do boletim de ocorrência.
O caso é apurado pela Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle).
Segundo a corporação, foi instaurado procedimento para investigar as circunstâncias do caso. A apuração inclui a identificação dos envolvidos e a análise do material que teria sido divulgado.
A polícia informou ainda que a escola está colaborando com as investigações e já encaminhou documentos solicitados.
Por envolver adolescentes, o procedimento tramita sob sigilo, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Polícia Civil destacou que a manipulação e a divulgação não autorizada de imagens podem configurar crime.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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