Defesa prepara novo pedido de domiciliar após internação de Bolsonaro, diz Flávio

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP) falam com a imprensa após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha

Após visitar o pai no Hospital DF Star, na noite deste sábado (14/3), o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a defesa de Jair Bolsonaro deve apresentar mais um pedido de prisão domiciliar humanitária após a nova internação. O ex-presidente foi diagnosticado com broncopneumonia e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

De acordo com Flávio, o episódio evidencia a necessidade de acompanhamento constante do ex-presidente. “Isso reforça a importância de ele ter acompanhamento permanente, seja de familiares ou de profissionais de saúde, 24 horas por dia. Isso é possível em casa”, defendeu Flávio.

Questionado se o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), poderia rever a decisão anterior que negou a domiciliar, o senador afirmou que o novo episódio de saúde representa um “fato novo”.

“A gente está aguardando a elaboração do laudo médico em função desse fato novo. Assim que tiver esse documento, a defesa do presidente vai mais uma vez requerer a domiciliar humanitária”, declarou. “Fica aqui mais uma vez o apelo. Espero que possamos apresentar o mais rápido possível esse novo pedido de domiciliar humanitária.”

Flávio afirmou que, por causa dos medicamentos utilizados por Bolsonaro, existe risco de efeitos colaterais que poderiam provocar acidentes sem assistência imediata.

“O problema não é o local em si. Ele é muito bem tratado ali, mas dorme sozinho e passa muito tempo do dia sozinho. Nossa preocupação é que ele tenha algum efeito colateral do remédio que toma, sofra um acidente e alguém demore a encontrá-lo. Se ele ficar desacordado, por exemplo, isso pode resultar na morte dele. Não tem como negar essa realidade”, disse.

Bolsonaro foi levado às pressas ao hospital, na manhã dessa sexta-feira (13/3), pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Boletim médico divulgado neste sábado aponta que o ex-presidente encontra-se “estável clinicamente”, mas apresentou “piora na função renal e elevação dos marcadores inflamatórios”. Não há previsão de alta da UTI.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses na Papudinha, presídio localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, desde 15 de janeiro.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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