O timing do governo para começar a destravar a sabatina de Messias

VINÍCIUS SCHMIDT/ METRÓPOLES @vinicius.foto
Advogado-geral da União, e indicado por Lula ao STF, Jorge Messias Metrópoles 1

Lideranças do Senado Federal envolvidas na articulação da indicação do ministro da AGU, Jorge Messias, para o STF afirmam que as conversas sobre sua sabatina só devem ter algum tipo de avanço a partir de abril.

Messias foi indicado pelo presidente Lula em novembro do ano passado para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que pediu aposentadoria da Corte.

Antes de assumir o cargo, no entanto, o chefe da AGU precisa ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário do Senado.

Diante das resistências em torno do nome de Messias, o governo optou por ainda não formalizar sua indicação ao Senado. Com isso, o processo permanece travado.

Segundo senadores da base governista, as conversas sobre o tema só devem ser retomadas após o fim da janela partidária, que começou em 5 de março e se encerra em 4 de abril.

De acordo com esses parlamentares, o próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem dito a aliados que pretende manter a possibilidade de trabalho remoto na Casa Alta.

A ideia do chefe do Senado é dar prioridade para que os senadores façam os últimos ajustes suas possíveis candidaturas e apoios.

Embora já admitam a possibilidade de a sabatina ficar para após a eleição, aliados do presidente Lula  afirmam ainda que o governo irá trabalhar para que a indicação do ministro aconteça antes do período eleitoral.

Encontro de Lula e Alcolumbre

Há expectativa de que o presidente e Alcolumbre se encontrem nos próximos dias para tratar de diferentes temas. Um deles é justamente a indicação de Jorge Messias.

Inicialmente, havia a previsão de que os dois conversassem no último fim de semana. No entanto,  o presidente do Senado cumpriu agenda no Amapá, seu reduto eleitoral.

Messias no corpo a corpo

Jorge Messias segue conversando com senadores em busca de apoio para a análise de sua indicação pelo Senado. Até agora, já se reuniu com cerca de 70 parlamentares.

Na semana passada, o ministro participou de um jantar com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para tratar do tema.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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