
Um patrulhamento realizado por uma equipe da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), na noite desse domingo (15/3), terminou com a, em Cascadura, na zona Norte. Ela foi identificada como Andréa Marins Dias (foto em destaque).
Andréa Marins era oncologista especialista em endometriose e cirurgias. Ela trabalhava há 28 anos no cuidado feminino.
Nas redes sociais, ela costumava publicar conteúdos relacionados à área em que trabalhava, tirando dúvidas e interagindo com os mais de dois mil seguidores.
No dia 28 de janeiro deste ano, quando fez aniversário, Andréa publicou um texto agradecendo a todas as pacientes e enaltecendo a própria profissão.
“Hoje celebro mais um ano de vida. Mas também celebro cada mulher que confia em mim sua história, sua dor e sua esperança. Ser médica é muito mais do que uma profissão. É escutar, acolher e caminhar junto. Que este novo ano venha com ainda mais propósito, saúde e cuidado pra mim e para tantas mulheres que cruzam meu caminho. Obrigada por estarem aqui”, disse.
A perseguição
A morte da médica ocorreu após militares receberem a informação de que um veículo Corolla Cross seria responsável por roubos na região.
O veículo, uma moto e um Jeep Comander teriam sido localizados. No entanto, na versão da polícia, não teriam obedecido aos comandos. Segundo os militares, suspeitos teriam disparado contra eles durante uma perseguição. Teria ocorrido uma troca de tiros.
Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a morte da médica e informou que, por determinação do secretário de Estado de Polícia Militar, Marcelo de Menezes Nogueira Carioca, foi instaurado um procedimento apuratório para averiguar os fatos ocorridos durante a ação.
“Vale informar que os policiais que faziam parte da equipe de agentes que efetuou a abordagem portavam as câmeras corporais. Os dispositivos e as armas utilizadas pelos agentes estão à disposição do procedimento investigativo pela Polícia Civil”, destacou a corporação.
A Polícia Civil do Estado do RJ (PCERJ) foi acionada e investiga a morte por meio da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Diligências estão em andamento para apurar os fatos.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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