Quem é Sebastián Marset, megatraficante aliado do PCC preso na Bolívia

Arte/Metrópoles
Marset

Preso na Bolívia após uma extensa caça, envolvendo as polícias de diversos países, Sebastián Enrique Marset Cabrera (foto em destaque), de 34 anos, era considerado um dos homens mais procurados do mundo. Vídeos divulgados com exclusividade pela coluna, em 2025, comprovam sua ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Natural do Uruguai, Marset iniciou a vida criminosa como traficante de maconha. Preso em 2013, a cadeia mudou seu destino. Dentro da prisão Libertad, entrou em contato com integrantes do PCC, que já expandiam operações além do Brasil.

A aproximação deu ao uruguaio treinamento, logística e contatos, transformando-o, poucos anos depois, em um dos chefes do narcotráfico internacional mais procurados pela Interpol, pelo Paraguai e pelos Estados Unidos.

Operação milionária

Investigações da Bolívia e do Paraguai apontam que a rede liderada por Marset:

• enviou 16 toneladas de cocaína pura para a Europa nos últimos anos
• movimentou centenas de milhões de dólares em lavagem de dinheiro
• adquiriu 13 aviões, 80 caminhões, barcos e até gado para transporte e lavagem de capital
• infiltrou-se em clubes de futebol e negócios legais

Marset chegou ao ponto de comprar um time boliviano, onde atuava como dirigente e jogador usando identidade brasileira falsa.

À coluna, o advogado brasileiro Eduardo Mauricio e o advogado uruguaio Santiago Moratório argumentaram que as provas digitais geradas durante a operação A Ultranza, no âmbito de umas das investigações contra Marset, teriam sido manipuladas pela polícia francesa. ”Marset desconhece essas mensagens e nunca fez uso do referido telefone criptografado, sendo um empresário internacional de conduta ilibada.”

O braço do PCC nas fronteiras

No vídeo obtido pela reportagem, Marset aparece ao lado de criminosos conhecidos no submundo como Patric Velinton Salomão, o Forjado, Pedro Luiz da Silva Soares, o Chacal e Sérgio Luiz de Freitas Filho, Mijão.

Todos apontados por agências de inteligência como operadores do PCC na fronteira Bolívia–Brasil–Paraguai, área estratégica para o megaesquema de exportação de cocaína.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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