
Pesquisadores desenvolveram uma tecnologia capaz de “iluminar” tumores dentro do corpo usando nanopartículas ativadas por luz.A técnica permite localizar tumores com mais precisão e também pode ajudar a destruí-los por meio de calor gerado pela própria luz. A descoberta foi relatada em um estudo publicado em setembro de 2025 na revista Molecular Imaging and Biology.
Nele, os cientistas apresentaram um sistema baseado em nanopartículas sensíveis à luz no infravermelho próximo (near-infrared, NIR, sigla em inglês), que podem ser detectadas por meio de imagem fotoacústica, uma técnica que transforma energia luminosa em sinais sonoros captados por sensores médicos.
A ideia é que essas partículas funcionem como uma espécie de “lanterna molecular”, destacando o tumor durante exames e permitindo que médicos acompanhem o comportamento da doença com maior precisão.
No estudo, os pesquisadores desenvolveram nanopartículas capazes de absorver luz no infravermelho próximo, uma faixa de radiação que consegue penetrar mais profundamente nos tecidos do corpo.
Quando iluminadas, essas partículas absorvem energia luminosa e liberam pequenas ondas acústicas. Equipamentos de imagem captam essas ondas e transformam os sinais em imagens detalhadas do interior do organismo.
Esse processo é chamado de imagem fotoacústica, uma tecnologia considerada promissora para detectar tumores porque permite visualizar estruturas profundas com boa resolução.
Segundo os autores do estudo, a combinação de nanopartículas sensíveis à luz e imagem fotoacústica torna possível localizar tumores com mais clareza do que em algumas técnicas tradicionais.
Tecnologia também pode ajudar a atacar o câncer
Além de permitir visualizar o tumor, o sistema pode ter um segundo efeito importante. As mesmas nanopartículas também podem converter a energia da luz em calor, fenômeno explorado na chamada terapia fototérmica.
Nesse processo, o aumento localizado de temperatura pode danificar ou destruir células cancerígenas. Isso significa que a mesma tecnologia pode funcionar de duas formas:
Na medicina, abordagens que unem diagnóstico e tratamento são chamadas de estratégias teranósticas. Os experimentos descritos no estudo foram realizados em modelos experimentais de laboratório, etapa inicial comum no desenvolvimento de novas tecnologias biomédicas.
Por isso, os pesquisadores ressaltam que ainda serão necessários novos estudos e testes clínicos para avaliar a segurança, eficácia e possíveis aplicações em pacientes.
Mesmo assim, a tecnologia representa um avanço no campo da imagem molecular e das terapias guiadas por luz, áreas que buscam desenvolver tratamentos mais precisos contra o câncer.
Se confirmada em pesquisas futuras, a abordagem poderá ajudar médicos a encontrar tumores com mais precisão e tratá-los de forma mais direcionada, reduzindo danos aos tecidos saudáveis.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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