
O norte-americano Jacob Johnson recebeu uma notícia inesperada no dia do seu aniversário: ele tinha câncer de mama. O diagnóstico veio em dezembro de 2025 quando ele completava 53 anos, transformando a data de comemoração em um momento de choque.
Segundo relato publicado pela revista People, Johnson já sabia havia mais de uma década que carregava uma mutação no gene BRCA, alteração genética associada a maior risco de diversos tipos de câncer. Por isso, mantinha acompanhamento médico e realizava exames periodicamente.
Essa vigilância acabou sendo decisiva para detectar o tumor precocemente. A esposa dele, Kimberly Johnson, explica que o hábito de monitorar a saúde foi fundamental para encontrar a doença antes que ela avançasse.
“Nós só encontramos o câncer de Jacob porque ele fez exames. Ele sabe que tem o gene BRCA há mais de uma década e tem sido bom fazer testes de rotina. Seu médico disse que se ele tivesse esperado um ou dois meses o resultado seria outro”.
Uma doença rara entre homens
O câncer de mama masculino é considerado raro. De acordo com informações da organização Fundação Nacional do Câncer de Mama dos Estados Unidos, ele representa menos de 1% de todos os casos de câncer de mama.
Mesmo sendo incomum, os homens também possuem tecido mamário — ainda que em menor quantidade — e, por isso, podem desenvolver tumores nessa região.
Sintomas de câncer de mama em homens
Como a doença é rara no sexo masculino, muitas vezes os sinais são ignorados ou confundidos com outras condições, o que pode atrasar o diagnóstico.
O papel dos genes BRCA
No caso de Jacob, a descoberta do câncer está ligada a uma mutação genética. Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI – na sigla em inglês), alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 prejudicam mecanismos naturais de reparo do DNA nas células.
Esses genes normalmente ajudam a impedir o crescimento descontrolado das células. Quando apresentam mutações, o risco de desenvolver certos tumores aumenta, especialmente câncer de mama e de ovário, mas também pode incluir outros tipos de câncer.
Embora essas mutações sejam mais discutidas em relação às mulheres, homens que carregam alterações no gene BRCA também apresentam risco elevado de câncer de mama, além de outros tumores, como os de próstata e pâncreas.
Por isso, pessoas que sabem ter a mutação costumam ser orientadas a realizar monitoramento regular, estratégia que permitiu identificar o tumor de Johnson em estágio inicial.
Tratamento do câncer de mama
Depois do diagnóstico, a família decidiu enfrentar o tratamento unida. Kimberly conta que os filhos foram incluídos em todas as etapas do processo para lidar melhor com as mudanças que viriam, como a perda de cabelo durante o tratamento.
“Meus filhos lidaram com o diagnóstico incrivelmente bem, mas estávamos todos temendo o momento em que o pai não tivesse cabelo, então os trouxemos para o processo para ajudar.”
A história de Jacob também chama atenção para um ponto importante: homens raramente associam alterações na mama ao câncer, o que pode atrasar a busca por atendimento médico.
Atualmente, Jacob segue em tratamento contra o câncer. Ele já passou por uma mastectomia dupla em janeiro deste ano e iniciou sessões de quimioterapia.
A família Johnson acredita que conhecer o histórico familiar e realizar exames quando há risco genético são medidas essenciais para detectar a doença cedo. Apesar dos desafios físicos e emocionais, a descoberta precoce do câncer de mama foi fundamental para melhorar as chances de controle da doença.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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