
As ofensas foram registradas pelo árbitro Silvio Renato Silveira na súmula da partida. “Relato que, ao fim da partida, próximo aos bancos de reservas, a equipe de arbitragem ouviu gritos de ‘preto bosta’ e ‘seu macaco’ vindo da arquibancada onde se encontrava a torcida da equipe mandante [Araçatuba]”, escreveu o juiz, que acionou o protocolo antirracismo.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as ofensas racistas foram ouvidas pelos atletas, pelo delegado da partida e por outros presentes, que imediatamente acionaram a Polícia Militar (PM). O autor foi identificado e detido ainda no estádio. O caso foi registrado como injúria racial na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Araçatuba.
Clubes repudiam racismo
Nas redes sociais, o Comercial, clube de Ribeirão Preto, publicou o relato do goleiro Wendel, uma das vítimas, em frente à delegacia. “Foi uma total falta de respeito com a nossa delegação. Isso no futebol já está saturado, tem que acabar”, afirmou o atleta.
O clube ainda lamentou que “racistas sintam-se à vontade para cometer crimes aos olhos da sociedade”. “O Leão do Norte [apelido do time ribeirão pretano] reitera que, enquanto fatos dessa natureza continuarem ocorrendo, o clube lutará constantemente no combate aos preconceituosos e covardes espalhados pelos estádios do Brasil. Novamente, o Comercial preza pela pluralidade no esporte e na sociedade e repudia com veemência qualquer tentativa de amenizar fatos como o de hoje.”
O Araçatuba também repudiou atos de racismo, discriminação ou preconceito dentro ou fora dos estádios. “A Associação Esportiva Araçatuba reforça que não compactua com qualquer forma de racismo ou discriminação e seguirá firme no compromisso de promover um ambiente de respeito, inclusão e igualdade no esporte. Racismo é crime e não será tolerado.”
Assédio à médica
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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