
A nova adaptação de O Morros dos Ventos Uivantes, clássico romance gótico de Emily Brontë, chegou aos cinemas cercada de polêmica. Enquanto parte da crítica classificou o filme como superficial e excessivamente estilizado, o público tem demonstrado interesse na releitura da história de amor turbulenta entre Catherine e Heathcliff, vividos por Margot Robbie e Jacob Elordi.
Dirigida por Emerald Fennell, a produção apresenta uma abordagem mais sexual do romance publicado em 1847. Diferentemente do livro — que alguns estudiosos consideram relativamente contido em termos de sexualidade — a adaptação destaca o desejo físico e emocional entre os protagonistas como parte central da narrativa.

Segundo a coordenadora de intimidade do filme, Miriam Lucia, a intenção foi retratar uma relação marcada por desejo mútuo. “Não queríamos que as cenas mostrassem apenas a mulher esperando pelo homem. O roteiro deixa claro que os dois personagens são movidos pela mesma intensidade de paixão”, afirmou em entrevista à Vogue britânica.
Nesse contexto, o prazer feminino ganha espaço na história — algo ainda pouco explorado em grandes produções de Hollywood. Em uma das sequências, Catherine assume a iniciativa de um encontro com Heathcliff, mesmo com o marido dormindo no andar de cima, rompendo com a representação tradicional da personagem feminina como passiva.
Outro aspecto que chama atenção é a decisão de não incluir nudez explícita nas cenas de intimidade. De acordo com Lucia, a escolha ajudou a reforçar a atmosfera do filme. “A sensualidade está no clima, nos figurinos e na tensão entre os personagens. Não sentimos que a nudez fosse necessária para transmitir isso”, explicou.

A química entre Robbie e Elordi também tem sido apontada como um dos pontos fortes da produção. Amigos fora das telas, os atores trabalharam em um ambiente de confiança durante as gravações, o que contribuiu para a naturalidade das cenas.
Fennell já revelou que sua interpretação da obra foi influenciada pela forma como leu o romance ainda na adolescência. Por isso, a adaptação aposta em uma visão mais intensa e emocional da relação entre Catherine e Heathcliff, destacando a paixão obsessiva que marca a história criada por Brontë.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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