
O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF) afirmou nesta terça-feira (17/3) que os conflitos no Oriente Médiodevem seguir impactando no aumento do preço de revenda dos combustíveis nos postos do DF.
“A guerra não demonstra seu fim e todas as companhias precisarão importar pelo menos 30% do diesel refinado e 10% da gasolina consumida nas rodovias brasileiras, sendo assim, não há como evitar a influência no custo dos produtos comercializados pelas distribuidoras que estão repassando direto aos revendedores”, destacou o presidente do sindicato, Paulo Tavares.
Tavares disse ainda que pelo segundo dia consecutivoas distribuidoras subiram os preços da gasolina e do diesel.
“As medidas adotadas pelo governo federal para conter a escalda do preço do diesel, ameniza mas não evita sua elevação. O diesel atingiu hoje (17/3), desde o início da guerra, R$ 0,89 de reajuste. Na gasolina, o reajuste já chegou a R$ 0,27 centavos de elevação”, informou o presidente do Sindicombustíveis.
O sindicato alega que o governo federal tem feito leilões do produto no intuito de suprir o mercado de diesel, mas que o ágio já teria chegado a R$ 2,60 sobre seu preço de tabela
De acordo com o Sindicombustíveis, um posto na Asa Norte teria sido fechado por estar há três dias sem receber diesel de grandes companhias. “Já temos notícias de grande revendedor no DF há três dias sem receber diesel de uma das grandes Cias. Tivemos nesse fim de semana ocorrência de postos fechados por falta de produto devido as cotas menores”, contou Paulo Tavares.
A Petrobras anunciou na última sexta-feira (13/3) um aumento de R$ 0,38 no preço do litro do diesel, que passou a valer a partir de sábado (14/3), para as distribuidoras.
O anúncio de aumento pela companhia veio um dia após o governo federal divulgar duas medidas para reduzir o preço do diesel em R$ 0,64 para as refinarias. Uma das iniciativas foi a de zerar os tributos federais PIS e Cofins sobre o combustível derivado do petróleo.
Aumento na gasolina
No começo do mês de março, o preço dos combustíveis aumentou R$ 0,20 nos postos do Distrito Federal.
Em alguns postos do DF, o valor da gasolina que, antes era visto, a R$ 6,42, foi para R$ 6,45. O diesel, antes encontrado a R$ 6,69, agora chega a R$ 6,89.
O presidente do sindicato, Paulo Tavares, atribuiu o aumento do preço dos litros à intensificação dos conflitos no Oriente Médio.
Senacon pede investigação contra sindicatos
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no dia 10 de março, solicitando análise do recente aumento no preço dos combustíveis, no Distrito Federal.
De acordo com a pasta, o pedido foi encaminhado após declarações públicas de representantes de quatro sindicatos — Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS — informarem que as distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos sob a justificativa de alta no preço internacional do petróleo, associada ao conflito iniciado em 28 de fevereiro, no Oriente Médio.
A Senacom ressaltou que, no entanto, a Petrobras não anunciou qualquer aumento nos preços praticados em suas refinarias. Por isso, a pasta solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes, prática conhecida como cartel.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Deixe um comentário