Vorcaro apontou que Brasília lançaria "bomba atômica" no mercado

Reprodução/ redes sociais
Daniel Vorcaro

O banqueiro Daniel Vorcaro classificou como uma “bomba atômica” para o mercado financeiro um projeto apresentado pelo senador Ciro Nogueira (PP).

A proposta foi apresentada em 13 de agosto de 2024. No mesmo dia, Vorcaro afirmou que a medida poderia alterar o equilíbrio do sistema bancário brasileiro. “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui o poder dos grandes! Está todo mundo louco”, escreveu o banqueiro em mensagens enviadas à então namorada, Martha Graeff.

A emenda proposta pelo ex-ministro do governo Bolsonaro elevava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, por CPF ou CNPJ, o montante coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que atua como uma espécie de seguro para o investidor.

Para justificar a medida, o senador escreveu que o texto “demonstra seriedade nacional de equiparar o valor da moeda (moeda nacional vs. moeda estrangeira) e a segurança dos investimentos”, em comparação com o que ocorre nos Estados Unidos.

Vorcaro comemorou a proposta como potencialmente benéfica para bancos médios, categoria em que o Master se enquadrava. Ao longo do seu período em operação, a instituição financeira adotava como estratégia oferecer rendimentos acima da média da concorrência, com a garantia do FGC. A emenda de Ciro Nogueira, contudo, não avançou.

Em outras mensagens, Vorcaro revela a proximidade que mantinha com o parlamentar. “Ciro Nogueira é um senador. Muito amigo meu. Quero te apresentar. Um dos grandes amigos de vida”, disse.

As mensagens fazem parte da investigação da PF que fundamentou a 3ª fase da Operação Compliance Zero. Na decisão que autorizou a prisão de Vorcaro, o ministro André Mendonça apontou indícios de um esquema criminoso que pode envolver integrantes da alta cúpula de órgãos governamentais.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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