
Os parlamentares do Partido Liberal (PL) condenados nesta terça-feira (17/3) por corrupção passiva são:
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os parlamentares pelo crime de corrupção passiva. Ainda não foi definida a pena.
Os ministros consideraram suficiente provas de que os réus cobraram, entre janeiro e agosto de 2020, propina de R$ 1,6 milhão para desviar cerca de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares à prefeitura do município de São José de Ribamar (MA).
O colegiado, contudo, afastou a acusação de organização criminosa, por falta de provas.
Josimar Maranhãozinho
Josimar Cunha Rodrigues, ou Josimar Maranhãozinho (PL-MA), tem 49 anos, e é natural do Ceará. Ele é apontado pelo Ministério Público como líder do esquema de corrupção.
Josimar foi o terceiro deputado federal mais votado no Maranhão nas últimas eleições, eleito com 158.360 votos. Atualmente está licenciado do mandato.
Este é o segundo mandato dele como deputado federal, em 2018, pelo Partido da República (antigo nome do Partido Liberal, que mudou para o atual em 2019). À época, foi o deputado federal mais votado do Maranhão com mais de 195 mil votos.
Além de cargos federais, ele já havia sido deputado estadual pelo Maranhão entre 2015 e 2018, e prefeito do município de Maranhãozinho por dois mandatos seguidos, entre 2005 e 2012.

Pastor Gil
Segundo a PGR, ele seria o responsável por destinar os desvios de emendas conforme orientações de Josimar Maranhãozinho.
Pastor da Assembleia de Deus, Gil tem atuações focadas em pautas evangélicas, e se reelegeu nas últimas eleições com 69.530 votos.

Bosco Costa
João Bosco da Costa é conhecido como Bosco Costa, tem 75 anos e é natural de Sergipe. Com longa carreira política, já exerceu quatro mandatos de deputado federal pelo Sergipe e dois como deputado estadual.
Para a PGR, ele patrocinava valores altos de emendas para obter vantagens indevidas por meio de transfêrencias bancárias, inclusive para contas de familiares.

Além dos três parlamentares, a Primeira Turma do Supremo condenou outros quatros réus. São eles:
O filho de Bosco Costa, Thales Andrade Costa foi o único réu absolvido. Ele havia sido denunciado apenas pelo crime de organização criminosa, e o colegiado entendeu não haver provas suficientes para a condenação.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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