MDB vai anunciar o vice dia 28

O MDB quer fazer uma grande festa, em Rio Branco, dia 28, com a presença de membros de todos os diretórios municipais e lideranças nacionais, para anunciar de forma oficial a ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB), como vice na chapa ao governo da vice-governadora Mailza Assis (PP). Na ocasião, segundo o presidente Vagner Sales (MDB), deverá também se promover um ato de filiação dos candidatos que comporão a chapa para deputado federal. Entre os nomes em conversação e citados estão os de Mazinho Serafim, Antônia Lúcia, Minoru Kinpara, Eber Machado e o grupo que virá como indicado pelo governo. Ontem, embarcaram para Brasília, Vagner Sales; o chefe do gabinete civil, Jonathan Donadoni; e o secretário da SEGOV, Luiz Calixto, para uma reunião com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para comunicação da formação da aliança entre MDB e a federação a ser fechada pelo PP e União Brasil.

O deputado Eduardo Ribeiro, o primeiro membro da base do governo a aderir à candidatura do senador Alan Rick (Republicanos), disse ao BLOG que sua decisão não envolveu sua indicação ou de seu pai Walmir Ribeiro, como vice-governador da chapa para governador de Alan. Justificou a adesão por reconhecer Alan como tendo o melhor projeto para o Acre.

A entrevista do ex-prefeito Marcus Alexandre (MDB) ontem ao Bar do Vaz, deixou claro que a sua amizade com o ex-governador Jorge Viana (PT) saiu arranhada por conta de questões partidárias, em tê-lo lançado como candidato a governador e depois a vice-governador pelo PT. Ao anunciar que seus candidatos ao Senado serão Gladson Cameli e Sérgio Petecão, cortou de vez o cordão umbilical com o PT.

Além do Marcus Alexandre, tenho visto vários prefeitos de municípios importantes declarar apoio à candidatura do senador Sérgio Petecão (PSD) à reeleição. Na eleição não se morre de véspera, por isso é bom não darem o Petecão como carta fora do baralho na briga pelas duas vagas do Senado.

Não cabe nenhuma reclamação do PT contra a posição do Marcus Alexandre de não apoiar a candidatura ao Senado de Jorge Viana (PT). Por não ser mais do PT, deixou de ter compromisso de somar com seus candidatos. Está numa aliança à qual o PT faz oposição.

Conheço há muito tempo o militante petista Cesário Braga, fiel ao partido não só nos tempos das vacas gordas, mas nos momentos mais difíceis. Ninguém é obrigado a concordar com as suas idéias, mas tem o mérito da lealdade partidária. É um quadro qualificado, que caso seja eleito deputado estadual será a certeza de que teremos alguém na Assembléia Legislativa puxando os grandes debates populares. O PT não faria favor se derramasse seus votos no Cesário, estaria sendo justo a quem sempre lhe foi leal. É uma opinião isenta, porque não sou petista.

Na política os passos devem ser bem avaliados. O candidato ao Senado, Eduardo Veloso (Solidariedade) cometeu um erro estratégico ao tirar o deputado Afonso Fernandes do comando partidário. Se o mantivesse na direção teria um aliado, com essa sua decisão de assumir a presidência, perdeu votos, uma chapa pronta para deputado estadual e ganhou um adversário político. Veloso só perdeu assumindo a presidência.

Pelo espaço limitado do BLOG peguei apenas um tópico de uma postagem do presidente do PT, André Kamai, sobre Marcus Alexandre renegar o partido. “O Marcus fez a opção por um novo partido e por um novo alinhamento político, que nega o legado que ajudamos a construir ao lado de lideranças como Jorge Viana…Seguiremos ao lado de quem sempre fez o melhor pelo Acre, como Jorge Viana e Thor Dantas….” Traduzindo: Marcus Alexandre virou persona non grata ao PT.

Charlene Lima, Linderberg, Terezinha (Feijó), Júnior Betão, Azevedo (Agente Penal), Jesus Sérgio, Pastora Cacilda e Blandina (Brasiléia), são nomes que devem compor chapa para deputado federal do PL. Ninguém com mandato.

Candidato majoritário não comemore e nem perca a fé, o cenário que vai definir quem ficará com as vagas para o Senado e o Governo; não é o atual, mas o da campanha, que só começará a tomar corpo após as convenções regionais de julho. É cedo, fora de tempo, colocar a picanha no fogo para comemorar a vitória.

Conversei ontem com o deputado Pedro Longo (PDT), que negou que tenha conversado para uma aliança com o senador Alan Rick (Republicanos) ou que tenha a intenção de fazê-lo. A cogitação sobre o seu nome faz parte da onda de boatos que corre na cidade, com especulações sobre o que acontecerá até o dia 4 de abril, data final para a troca partidária. Pedro está em Brasília, ajudando o prefeito Bocalom a conseguir o PSDB, cumprindo uma missão partidária.

Pelo tempo que conheço o prefeito Tião Bocalom, conseguindo ou não o PSDB, deverá levar adiante o seu projeto de ser candidato a governador, mesmo por um partido pequeno.

O prefeito Tião Bocalom não crê em pesquisas e tem boas razões. Se elegeu e se reelegeu prefeito da capital com as pesquisas o mostrando como derrotado. E, quando a pesquisa lhe apontava como levando uma surra para o governo, perdeu para o PT no auge e no poder, por apenas 3% dos votos. Não tentem lhe convencer a não ser candidato com base em pesquisa.

O deputado Afonso Fernandes mostrou força: 18 presidentes de diretórios municipais lhe acompanharam na saída do Solidariedade. O deputado federal Eduardo Veloso (Solidariedade) ficou apenas com o nome da legenda.

Jorge Viana (PT) deverá anunciar ainda esta semana, numa coletiva à imprensa, que decidiu ser candidato ao Senado. Isso só não acontecerá se ocorrer algum ponto fora da curva

Luis Carlos Moreira Jorge, Bacharel em Direito, no jornalismo político desde 1978, militou nos principais órgãos de comunicação do estado, foi secretário de Comunicação de três governadores e três prefeitos.

Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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