Macapá está entre as 20 cidades com os piores indicadores de saneamento básico do Brasil, segundo o Ranking do Saneamento 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil nesta quarta-feira (18). O destaque negativo acompanha um cenário crítico observado em outras capitais da região Norte.
Na capital amapaense, apenas 14,94% da população tem acesso à coleta de esgoto, um dos índices mais baixos do país. A realidade é semelhante em outras cidades nortistas que figuram entre as piores colocadas, como Manaus (AM), Belém (PA), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO), todas incluídas na lista das 20 últimas posições do ranking.
O levantamento evidencia que, além da baixa cobertura, o tratamento de esgoto também é insuficiente nessas cidades. Porto Velho, por exemplo, trata menos de 20% do esgoto coletado, índice que revela a precariedade da infraestrutura sanitária na região.
Outro problema recorrente nas capitais do Norte é a alta perda de água na distribuição. Em Macapá, grande parte da água tratada não chega às residências, indicando falhas no sistema de abastecimento e desperdício de recursos.
Ao todo, quatro municípios da região Norte aparecem entre os 20 piores do país, incluindo cinco capitais: Macapá, Manaus, Belém, Rio Branco e Porto Velho. O dado reforça que a deficiência no saneamento básico atinge diretamente grandes centros urbanos da região, impactando milhões de moradores.
O Instituto Trata Brasil aponta que os resultados evidenciam a urgência de investimentos estruturais nas cidades do Norte, com foco na ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, além da redução das perdas de água na distribuição.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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