Maria Gadú fala de "cura gay" e diz por que expôs Luiza Possi

Maria Gadú voltou a comentar a repercussão de declarações envolvendo Luiza Possi e um relacionamento que tiveram no passado. Em conversa com este colunista do Metrópoles durante a festa de 35 anos da Conspiração Filmes, na noite desta terça-feira (17/3), no Rio de Janeiro, a cantora detalhou o contexto de sua fala anterior e discutiu o impacto de discursos ligados à sexualidade e à fé.

Ao relembrar o momento em que o assunto veio à tona nas redes sociais, Gadú afirmou que sua reação não foi isolada, mas motivada por declarações de Luiza sobre o tema. Segundo ela, o incômodo esteve mais relacionado ao teor do discurso do que à exposição do relacionamento.

“Não foi uma revelação. Ela havia dado uma entrevista pouco tempo antes, que ela comenta sobre isso. Só que a minha fala foi baseada menos em escolhas políticas e mais em fundamentalismo. Ela traz um discurso de ‘ex-bissexual’. E eu não acredito nisso”, afirmou.

Na sequência, a cantora ampliou a crítica ao abordar como interpretações sobre sexualidade podem gerar impactos mais amplos, especialmente dentro da comunidade LGBTQIAPN+. Para Maria Gadú, determinados discursos reforçam ideias que já causaram controvérsia em outros momentos.

“Talvez ela não tenha entendido o que é ser bissexual. E o fundamentalismo abre para um coisa que causa muito mal estar na nossa comunidade, que é a cura gay. Que é baseada nesse tipo de fundamentalismo”, disse.

Consequências do discurso

Maria Gadú também comentou a decisão de se manifestar publicamente sobre o assunto, inclusive confirmando o relacionamento passado. Ela explicou que não pretendia prolongar a discussão, mas optou por não se omitir diante do que considerou necessário responder.

“Não tem assunto. Foi só aquilo. Está tudo bem, são escolhas. Mas também não queria ficar quieta. Não fiquei e acabou”, enfatizou.

Ao falar sobre o impacto do termo “ex-bissexual”, a cantora destacou que sua crítica se baseia em experiências pessoais e na forma como esse tipo de narrativa pode ser interpretado. Ela mencionou a importância de cautela ao tratar de temas que envolvem fé e identidade.

“O meu depoimento é sobre a minha pessoa. E nunca me preocupei com isso… Não acho o sim ou não externo maior que o sim que eu dei para mim a hora que me aceitei. Mas isso existe e não é do passado. E a gente pensa sobre esse assunto, que não é coisa tão longe. Tem que ter certo cuidado, principalmente falando de algo soberano, que é a fé”, pontuou.

Por fim, Gadú avaliou as consequências da situação e indicou que, na sua visão, houve uma mistura de temas que poderia ter sido evitada. Ela afirmou que declarações desse tipo podem atingir outras pessoas.

“Não tinha que misturar as coisas, porque machuca as pessoas. É perigoso. Acho que ela foi descuidada”, concluiu.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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