TJDFT declara luto de três dias após morte de desembargadora

Marcia Foizer/Estação Um
Desembargadora Maria de Lurdes

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) declarou luto oficial de três dias devido àmorte da desembargadora Maria de Lourdes Abreu. A magistrada morreu aos 73 anos na noite de quarta-feira (18/3).

Segundo o ofício, assinado pelo primeiro vice-presidente do Tribunal, Roberval Belinati, a bandeira nacional, a bandeira do Distrito Federal e a bandeira do TJDFT ficarão, em todas as edificações da Corte, a meio-mastro devendo, no hasteamento ou arriamento, serem levadas inicialmente até o tope.

Em nota, Belinati lamentou a perda da desembargadora. “Ela honrou a todos em cada instante de sua vida. No Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, onde serviu com dedicação como promotora e procuradora de Justiça, e no Tribunal de Justiça, como desembargadora oriunda do quinto constitucional, construiu uma trajetória marcada pela retidão, pela sensibilidade humana e pelo compromisso inabalável com a Justiça”, disse.

Belinati afirmou que a partida de Maria de Lourdes “causa profunda saudade, mas também nos conforta a certeza de que agora retorna aos braços de Deus, para cumprir nova missão. Louvado seja Deus por sua vida tão plena de significado e por sua missão, tão dignamente cumprida”.

Histórico

Maria de Lourdes estava internada no Hospital Sírio Libanês. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. Ela estava afastada do TJDFT desde o ano passado para cuidar da saúde.

A morte da desembargadora ocorreu por volta das 21h. O corpo de Maria de Lourdes deve ser cremado no Crematório de Valparaíso (GO), na próxima sexta-feira (20/3).

Natural de Goiânia, a desembargadora havia sido eleita ouvidora-geral do TJDFT em maio de 2024, tomando posse no mês seguinte. Ela atuava na Corte desde novembro de 2014, quando foi nomeada pela então presidente da República, Dilma Rousseff.

Maria de Lourdes foi nomeada defensora pública em 1981, após aprovação no 7º concurso público para o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), sendo promovida em 1994, por merecimento, ao cargo de Procuradora de Justiça.

Antes de ser escolhida para o cargo de desembargadora do TJDFT, coordenava a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão da Ordem Jurídica na matéria do Meio Ambiente, Ordem Urbanística, Patrimônio Cultural e Histórico, além de atuar na 16ª Procuradoria de Justiça Cível Especializada em Meio Ambiente e a Comissão de Aperfeiçoamento de Membros (CAM/MPDFT).

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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