Polícia mira "Piratas do shopping", que lucrou R$ 26 milhões em furtos. Veja vídeo

PCES/Divulgação
Piratas do shopping

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) prendeu três pessoas, em Goiás (GO) e no Distrito Federal (DF), suspeitos de integrar uma quadrilha conhecida como “Piratas dos Shoppings”, responsável pelo furto a uma joalheria em Vila Velha, na Grande Vitória, no dia 21 de fevereiro deste ano. O prejuízo foi avaliado em cerca de R$ 300 mil.

 

Kawê Filipe Nascimento Sampaio, de 19 anos, Amanda Lorena Tavares Xavier, de 24, e Ingrid Naiara Moraes Araújo, de 28, foram presos na ação deflagrada por meio da Delegacia Especializada em Crimes Contra Estabelecimentos Comerciais (DCCEC), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).

A organização criminosa, que tem origem na região do DF, já teria, segundo a Polícia Civil, causado prejuízo estimado em R$ 26 milhões a comerciantes em todo o país.

Furto a joalheria

A operação está relacionada a um furto qualificado ocorrido no dia 21 de fevereiro deste ano, em uma joalheria localizada em um shopping da Grande Vitória.

De acordo com as investigações, o estabelecimento foi invadido durante a madrugada e saqueado, assim como uma loja vizinha. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 330 mil.

De acordo com a polícia, a ação criminosa foi minuciosamente planejada. Um dos suspeitos abriu um buraco na parede de gesso que separava os estabelecimentos e permaneceu escondido dentro da loja durante toda a noite.

As investigações, conduzidas de forma integrada entre a PCES e os setores de inteligência das Polícias Militares de Goiás e do Distrito Federal, llevou à identificação de um dos envolvidos, apontado como integrante de uma organização criminosa conhecida como “Piratas dos Shoppings”.

Kawê Sampaio é apontado como uma das lideranças do grupo e possui antecedentes por crimes semelhantes.

Um quarto homem, flagrado por câmeras de segurança durante a ação em um shopping de Vila Velha, ainda não foi identificado.

O flagrante

Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para a identificação dos suspeitos e a reconstituição do crime. No dia da ação, Kawê, Ingrid e um terceiro homem entraram no shopping próximo ao horário de fechamento. O grupo utilizou um dispositivo conhecido como “chapolim”, capaz de clonar o controle de acesso das lojas.

Segundo o delegado Gabriel Monteiro, os criminosos se aproximavam dos lojistas no momento de abertura ou fechamento das lojas para captar o sinal dos controles. Após a clonagem, conseguiam abrir os estabelecimentos sem levantar suspeitas.

Com o acesso liberado, o grupo aguardou o encerramento das atividades no shopping. Em seguida, uma loja de roupas foi reaberta, permitindo a entrada de Kawê, que carregava uma mochila. Os demais deixaram o local sem chamar atenção.

Já no interior do estabelecimento, o suspeito recolheu alguns produtos, mas o alvo principal era a joalheria ao lado. Durante a madrugada, ele abriu um buraco na parede de gesso que separava os dois pontos comerciais e invadiu o local.

Dentro da joalheria, foram selecionadas peças de maior valor. O suspeito permaneceu escondido até o dia seguinte e, durante a ação, danificou equipamentos de videomonitoramento para dificultar a identificação.

As investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes da organização criminosa, bem como possíveis receptadores das joias furtadas.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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