Mais vale um na mão

Mais vale um na mão

20 de março de 2026 – 05h00 7 min de leitura

Para fechar sobre este assunto governo x deputados “rebeldes”, todos estão sendo alertados sobre as promessas que estão recebendo e sabem que o prometido não tem viabilidade. Depois de assinar a ficha do partido que escolheu para ir, é só aguardar o pau cantar, pois quem prometeu estrutura e dinheiro fará de conta que não fez nenhum acordo. Por isso é que se diz: “melhor o respeito e o pouco garantido, do que a mentira no lugar do muito que um dia pensou que teria”.

Eduardo puxa fila

Muita gente tem creditado a saída do deputado Eduardo Ribeiro da base governista exclusivamente aos ombros do secretário de Governo, Luiz Calixto. O que é um equívoco. Há um refinado maestro de empresas que já mostra bom cacoete para articulação política. Encantado com a barba inculta de Alan Rick, quem sabe o moçoilo não tem cálculos para além da rotina empresarial? Volto a lembrar: “quem quer muito, traz de casa, né Arnaldo?

Esse vai ter trabalho

Olha… preparem o café do redator do Diário Oficial, porque os próximos dias prometem ser animados. Muitos vão sair das gestões estadual e municipal e outro tanto entrará. Já em modo pré-campanha, é claro que algumas “coincidências administrativas” vão começar a surgir, tipo contratos que desaparecem e reaparecem tudo muito natural, só uma daquelas mágicas burocráticas que a gente ama.

Vai um, fica o outro

A famosa debandada da família Hassem, pelo que tudo indica, se resumiu só à Fernanda e ao próprio filho. Pelo que chegou de bastidores, os indicados da dupla juraram fidelidade de joelhos, em cima de farinha, sim, literalmente, que vão continuar com a Mailza. É por isso que a listinha saiu mais para caldo de piaba do que para algo sério. Afinal, nesse Acre, ninguém aguenta esperar uma nomeação até 6 de janeiro de 2027, né?

Louca da Fernanda

Essa decisão dos Hassem pode sair bem cara para Fernanda e Tadeu. O senador Bittar, que mais parece um Gilberto Kassab versão acreana, percebeu o movimento e já lançou a candidatura de Sérgio Lopes para atrapalhar a Fernanda. Se a Fernanda tivesse um pingo de esperteza, teria fechado com Bittar, porque, na chapa governista, a do PL, seria mais fácil para a ex-prefeita garantir um mandato de deputada federal. Aliás, o redator não resistiria e daria o mesmo conselho ao Pedro Longo… mas, pelo jeito, conselhos de bastidor não têm sido muito considerados ultimamente.

O último apaga as luzes

E nos corredores políticos, o clima também é digno de nota. Em sessão, um deputado mais “engajado” fez questão de mandar o convite nada sutil para os que estão deixando a base: “venham para a oposição, a casa é grande”. Enquanto isso, o presidente da Assembleia, Nicolau Júnior, segue numa linha estratégica mais… contemplativa. Discrição virou quase arte de viver para ele, porque aparecer, de fato, ninguém viu.

Pedrinho nos bastidores

Conta nos corredores políticos, que o ex-reitor da UFAC, atual presidente da FEM e pré-candidato a deputado, Minoru Kinpara, esquentou a cabeça do dedo nesta semana de tanto recusar ligações do deputado Pedro Longo, que pretendia convencê-lo a deixar a base do governo para fortalecer a proposta de Bocalom ao PSDB. Quem viu, viu, e eu vi.

Sem saber seu lugar

Esses dias, em um evento no interior do Acre, um secretário falou antes do prefeito e deu todas as boas notícias e os números bons. Quando o chefe foi falar, a parte boa já havia sido dita. Tem secretário que realmente não entendeu quem tem os votos, quem deve brilhar e aparecer… Quá-quá-quá-quá!!!

Equívoco

A Prefeitura de Marechal Thaumaturgo começou mal a história da pavimentação com asfalto na cidade. Desperdiçou o material, inédito na cidade, na rua errada. A cena é digna de uma Sucupira piorada e mostra os servidores espalhando a massa asfáltica em uma rua já pavimentada com tijolo.

Quem?

Na Prefeitura de Rio Branco, quem é o setor responsável pela limpeza e manutenção das ciclovias e ciclofaixas? Por que quem usa bicicleta é tão invisível por aqui? Acorda, Rio Branco! Não vai tardar o dia em que se perceberá como esse meio de transporte é avançado.

Gestão

A reação rápida do prefeito Tião Bocalom diante da crise do transporte público indica tentativa de controle político do problema. Reuniões e promessas de diálogo foram o primeiro passo. A solução estrutural, porém, ainda não apareceu, né Velho Boca?

Desafio

O novo superintendente da RBTrans, Coronel Coutinho, tem o desafio de elevar a autarquia a um nível de reconhecimento público que se dá ao aparato de segurança pública, na capital. O desafio, no entanto, só não é maior do que aquele repórter que deseja falar com ele. Ô homem ruim de telefone…

Renda

O Bolsa Família injeta R$ 89,6 milhões no Acre, com tíquete médio de R$ 728,59 — 6,6% acima da média nacional. O dado reforça dependência da renda pública no Estado. Ao mesmo tempo, expõe a fragilidade do mercado formal.

Preços

A cesta básica atingiu R$ 681,70 em Rio Branco, com 83,6% concentrados em alimentos. A alta de 2,12% em um mês pressiona famílias de baixa renda. Volatilidade em itens como feijão (+7,1%) evidencia instabilidade.

Infraestrutura

Os R$ 224 milhões garantidos (na narrativa de Gladson) para obras, mostram planejamento antecipado, mas 19,2% ainda estão na fase de projeto. O desafio será transformar orçamento em execução. Histórico de atrasos cobra cautela.

Salários

A antecipação do pagamento dos servidores públicos do Acre da folha injeta liquidez imediata, mas reforça dependência da economia local do setor público. Medida tem efeito positivo no curto prazo. No médio, não resolve baixa diversificação econômica.

Saúde

Alô, gestores da saúde: o descumprimento judicial do TFD após mais de 2 anos revela falha estrutural. Parece que a multa de R$ 5 mil ao dia não foi suficiente para induzir solução. O impacto recai diretamente sobre casos urgentes.

Cultura

O credenciamento artístico amplia acesso e reduz burocracia ao substituir licitações pontuais no Acre. Modelo contínuo pode democratizar oportunidades. Risco está na execução desigual entre regionais… Alto Acre, Baixo Juruá…

Migração

A articulação com a ONU aponta avanço institucional, mas ainda em fase de estruturação. Integração via empreendedorismo é aposta relevante. Desafio será escalar políticas para além de projetos piloto. Os R$ 120 milhões que o Acre pretende destinar em emendas exigem qualificação técnica para execução. Sem isso, risco de subutilização é alto. Treinamento indica tentativa de corrigir gargalos recorrentes.

Estágio

A bolsa de R$ 2 mil do MPF a estagiários é competitiva frente à média local. Processo seletivo com prova online amplia acesso. Ainda assim, número de vagas tende a ser limitado frente à demanda.

Contradições

“O presidente prejudicou os governadores com essa redução do ICMS”. A fala foi de Lula, ao analisar a medida do ex-presidente Jair Bolsonaro que reduziu o ICMS nos estados. Lula disse que faltaria dinheiro para Educação, Saúde e Segurança. Recentemente, pediu “boa vontade” dos governadores para reduzirem a alíquota sobre o diesel.

Conveniência

Quem está no poder quase sempre age de acordo com a conveniência e com a circunstância. Na época que Bolsonaro impôs a medida foi um baque. Os governadores sentiram; acionaram a Justiça. Sem contar o acinte da privatização das refinarias (até rendeu alguns presentes a Bolsonaro, o leitor vai lembrar!).

Voto

Tudo gira em torno do voto e da perspectiva de poder. Trata-se, no fim das contas, disto. Com Lula, não é diferente. A perda de receita é estimada em R$ 3 bilhões (para importação do diesel até 31 de maio). Como diz um gestor público acostumado a lidar com números: “No ano de eleição, eles esquecem ou fingem esquecer o que falaram”.


Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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