O programa Boa Conversa, exibido pelo ac24horasnesta sexta-feira, 20, debateu os principais acontecimentos políticos da semana no Acre como a filiação de Tião Bocalom no PSDB. A atração foi apresentada pelos jornalistas Marcos Venícios, Astério Moreira e Luiz Carlos Moreira Jorge, o Crica.
Entre os temas abordados esteve a movimentação envolvendo a entrada do PSDB no atual cenário político estadual, assunto que gerou repercussão nos últimos dias. Ao comentar o episódio, Marcos Vinícius afirmou que o movimento não representou fragilidade política. “Ele não estava com pires na mão, mas com o público na mão”, declarou, ao avaliar o posicionamento do prefeito Tião Bocalom.
O colunista Luiz Carlos Moreira Jorge também opinou sobre a filiação de Bocalom ao chamado “ninho tucano”. Para ele, o prefeito demonstra capacidade de adaptação no cenário político. “Vamos ser sinceros, esse Bocalom é resiliente, né? Ele ficou ali em cima, e o grupo do Alain tentando tomar o PSDB, e ele segurando, e foi… Outro foi recebido numa carreata, né, no aeroporto. Rapaz, o Bocalom, quando ele bota uma coisa na cabeça, não tem quem tire”, resumiu. Crica disse ainda que, se Bocalom não conseguisse entrar no PSDB, ele desistiria de disputar o governo. “Ele desistiria”.
Durante o programa, o comentarista Astério Moreira afirmou que o prefeito Tião Bocalom demonstra uma disposição política que, segundo ele, falta ao Partido dos Trabalhadores (PT). “Eu estava dizendo que o que sobra no Bocalom falta neles, que é a disposição para a luta. O Bocalom, critique no que você quiser criticar, mas esse homem tem uma disposição. Ele podia muito bem ficar na prefeitura, realizar obras, terminar o mandato dele. Não. Ele diz: ‘Eu preciso governar o Acre’. É um negócio fora do comum”, declarou.
Já o colunista Luiz Carlos Moreira Jorge, o Crica, afirmou que não se sensibiliza com as dificuldades enfrentadas pelo PT para montar chapa de deputado federal nas próximas eleições.
“Eu vejo esse choro do PT, esse choro não me comove. Dizem que estão com dificuldade para montar a chapa de deputado federal. Por que Léo de Brito, Sibá Machado, Aníbal Diniz, Binho Marques e Angelim não vêm para ser candidatos? Eles foram candidatos no tempo em que o PT estava no auge, no poder, com a máquina”, comentou.
Ao comentar um possível convite do PSDB para filiação de Alysson Bestene, Crica avaliou a hipótese como improvável. “Acho improvável ele abandonar o Gladson”, afirmou.
Na análise sobre o cenário eleitoral, o colunista Luiz Carlos Moreira Jorge, o Crica, afirmou que a eleição para o governo do Estado ainda está indefinida e não pode ser considerada perdida para nenhum dos possíveis candidatos. “A eleição não está perdida nem para o Alan, nem para a Maílza. Porque a eleição se decide na campanha. A campanha propriamente dita ainda não começou, ela vai começar mais na frente. A campanha muda tudo. Estou cansado de ver candidatos tidos pelas pesquisas como favoritos”, ressaltou.
Luiz Carlos Moreira Jorge (Crica) e Marcos Vinícius defenderam uma postura mais incisiva da vice-governadora Mailza Assis em relação à sua pré-candidatura. “Falta ousadia na Mailza”, afirmou Crica.
Marcos complementou a avaliação ao destacar a necessidade de maior desenvoltura. “Precisa ter uma pitadinha de Socorro Nery, um pouco mais de desenvoltura. Falta isso à Mailza”, pontuou.
Astério Moreira afirmou que a saída de deputados já era esperada nos bastidores políticos. Segundo ele, a decisão vinha sendo construída há algum tempo. “Já estava decidida lá atrás. Já existiam conversas, inclusive a gente comentou aqui. Eu falei na coluna que havia movimentações nesse sentido”, declarou.
Astério acrescentou que, nos bastidores, há comentários de que a decisão pode ter sido um “tiro no pé”. “Comenta-se que agora, depois de esfriar e baixar a poeira, pode ter sido um tiro no pé. Mas isso é o que se comenta, não sei se é”, ponderou.
O comentarista Astério Moreira afirmou que a próxima eleição deve provocar uma renovação significativa na Assembleia Legislativa, com possibilidade de oito a dez parlamentares não conseguirem se reeleger.
“O certo é que de 8 a 10 deputados vão ficar sem mandato. Pode espremer, não tem como, é o jogo. Alguém vai ficar fora”, declarou. Luiz Carlos Moreira Jorge, o Crica, concordou com a avaliação e resumiu o cenário de forma direta: “Vai pra balsa”.
O programa também abordou o provável anúncio de Jéssica Sales como vice na chapa majoritária de Mailza Assis, previsto para o próximo dia 28 de março. Durante a análise, Marcos Vinícius questionou a postura pública da possível indicada. “O MDB vai anunciar a vice da Mailza, que deve ser a Jéssica, no dia 28. Mas por que a Jéssica não fala? Por que não há uma declaração dela? Tudo bem, mas eu quero entender. A gente fica assim. Chamam todo mundo para anunciar uma coisa que todo mundo já sabe”.
O programa também abordou o provável anúncio de Jéssica Sales como vice na chapa majoritária de Mailza Assis, previsto para o próximo dia 28 de março.
Durante a análise, Marcos Vinícius questionou a postura pública da possível indicada. “O MDB vai anunciar a vice da Mailza, que deve ser a Jéssica, no dia 28. Mas por que a Jéssica não fala? Por que não há uma declaração dela? Tudo bem, mas eu quero entender. A gente fica assim. Chamam todo mundo para anunciar uma coisa que todo mundo já sabe”, afirmou.
O programa também debateu a resposta do ex-deputado estadual Jenilson Leite, que acusou Jorge Viana de sufocar novas lideranças da esquerda. Ao comentar a declaração, Crica avaliou que a fala reflete ressentimentos do período eleitoral. “Isso é mágoa de campanha. As lideranças não surgiram, não se impuseram”, acrescentou.
O colunista Luiz Carlos Moreira Jorge afirmou que a eventual candidatura de Jorge Viana tende a ser competitiva no cenário eleitoral. “Ele vem montado, estruturado. Vem forte”, declarou.
Marcos Vinícius comentou que o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, tem enfrentado resistência de lideranças políticas. “O Jorge Viana está recebendo ‘não’ de todo mundo. Há 20 anos, isso era impossível. Ninguém dizia ‘não’ para alguém que tinha poder. Agora, todo mundo está dizendo ‘não’ para o Jorge”, afirmou.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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