
Dheovana França (foto em destaque) é a influenciadora digital condenada pela Justiça do Tocantins pelos crimes de promoção de jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro, em Palmas.
A condenação fixou pena de cinco anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa e indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 1 milhão.
A mulher acumulava mais de 1,1 milhão de seguidores quando foi indiciada pela Polícia Civil do Tocantins, em setembro de 2024, pelas práticas ilegais realizadas por meio de seu perfil nas redes sociais.
Antes de se envolver no esquema criminoso, ela trabalhava como manicure e, segundo a polícia, declarava renda mensal de R$ 9.301. No entanto, acumulou, em menos de um ano, uma fortuna avaliada em mais de R$ 7 milhões.
Nas redes sociais, a influenciadora costumava exibir uma rotina de luxo em vídeos. Em seu perfil, mostrava compras de produtos de beleza, passeios em motos aquáticas e procedimentos estéticos, como uma cirurgia bariátrica e a remoção de excesso de pele após emagrecimento.
À época em que foi presa, Dheovana França também ostentava carros, mansões e viagens, sempre com discursos para convencer seguidores a apostar nos jogos que divulgava.
A mulher foi indiciada por 258 crimes de lavagem de dinheiro e por participação em jogos de azar e, caso seja condenada em todos os pontos, pode pegar até 40 anos de prisão.
A sentença
A sentença foi proferida no dia 18 de março de 2026 pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Palmas, dentro de uma ação penal aberta a partir de inquérito policial.
De acordo com o processo, Dheovana França utilizou seus perfis nas redes sociais para divulgar plataformas de exploração de jogos de azar entre setembro de 2023 e março de 2024.
A decisão judicial apontou que os sites promovidos não possuíam autorização legal para operar no Brasil na época dos fatos, o que caracteriza a atividade como ilegal. A sentença também destacou que a legislação exige autorização específica do Ministério da Fazenda para a exploração desse tipo de serviço, inexistente no caso.
Além da divulgação ilegal, a investigação comprovou a prática de lavagem de dinheiro. Foram identificadas 258 operações financeiras destinadas a ocultar a origem dos valores recebidos, totalizando movimentação de R$ 10.428.694,00 em cerca de seis meses. O valor foi considerado incompatível com a renda declarada pela influenciadora, que era de R$ 9.301 mensais na época.
Segundo a sentença, foram utilizados diversos mecanismos para ocultar os ganhos, como o fracionamento de valores, aquisição de bens de luxo, uso de empresas para ocultação patrimonial e compra de imóveis com valores declarados abaixo do realmente pago.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Deixe um comentário