“Rio Branco com cara de Capital: essa história precisa ser contada”. Democrático que é, o leitor deste espaço precisa reconhecer: existe uma concepção de “cidade” que está claramente em execução. A inauguração do viaduto Mamédio Bittar não permite dúvidas quanto a isto.
A política pública implementada no Município nos últimos seis anos tem priorizado e dedicado atenção e recursos em uma concepção de mobilidade urbana. Mais uma vez, os dados não autorizam qualquer vacilo: o elevado Beth Bocalom custou R$ 18 milhões e foi integralmente construído com recursos da própria Prefeitura de Rio Branco. O viaduto Mamédio Bittar custou R$ 28 milhões (R$ 25 de emenda parlamentar, indicada pelo senador Marcio Bittar, e R$ 3 milhões de contrapartida da Prefeitura de Rio Branco).
É uma concepção de mobilidade urbana que se prepara e, consequentemente, estimula o uso do carro ou moto para deslocamento. Por que este espaço editorial apela para o olhar democrático do leitor para que ele entenda a cena? Simples: Bocalom chegou ao poder por via democrática. Foi eleito. E mais: reelegeu-se em primeiro turno. Portanto, no que se refere à ideia de Mobilidade Urbana, a concepção que está sendo posta em prática é a que representa a maioria dos moradores daqui.
Em boa medida, não seria exagero dizer que tudo o que foi apresentado na sexta-feira (20), durante a inauguração do viaduto Mamédio Bittar, representa o espírito do acreano: a estética monocromática; o grande laço azul; os espelhos d’água que travestem uma medida higienista sob o argumento estético; a primeira travessia do viaduto, aludindo ao gesto do ex-presidente Bolsonaro quando da inauguração da Ponte do Abunã… tudo estava lá: o acreano da Capital, contando a história do lugar. Sem tirar nem pôr.
Sobretudo para quem utiliza as vias estruturantes Avenida Ceará, Dias Martins e Isaura Parente, tanto no sentido Centro/Bairro quanto no sentido Bairro/Centro, vai sentir diferença. Aliás, pelas declarações dos internautas do site ac24horas durante a transmissão ao vivo de aproximadamente 3 horas de duração, o impacto já é sentido. O trânsito de carros e motos tem fluído melhor. Até mesmo para quem se aventura nos ônibus de Rio Branco por aquela região, o fluxo do trânsito vai melhorar, com a presença dos dois novos viadutos.
Era preciso alguma intervenção naquela região: 20 mil veículos espremendo-se todos os dias para ir e vir prejudicam a qualidade de vida de uma parte significativa da população de Rio Branco. Se era preciso fazer alguma coisa, alguma coisa foi feita.
Outro aspecto que precisa ser ressaltado guarda relação com a construção em si. A Albuquerque Engenharia, uma construtora acreana, utilizou, segundo o próprio dono da empresa, 150 funcionários. Mas um projeto como esse do viaduto Mamédio Bittar não utiliza uniformemente o mesmo número de trabalhadores. Há picos e depressões, dependendo do cronograma. A Prefeitura de Rio Branco usa o número 250. A geração de empregos diretos é um ponto de destaque. O segundo ponto a ser ressaltado é a tecnologia. “Nosso maquinário é o que se utiliza em todo lugar do país para esse tipo de obra”, afirmou João Albuquerque.
Para finalizar, é preciso ressaltar a cena: o viaduto Mamédio Bittar é apenas um instrumento para expôr um momento, um instante, uma estética, uma concepção de mundo e das coisas que pelejam sobre ele. A cara da Capital é esta que se viu. No mínimo, é verdadeiro dizer que a cara de Rio Branco está assim. E, à sua maneira, o povo está contando a história dele. Quem não gostar que lute. As armas democráticas estão à disposição. Basta usar.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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