
Uma mãe sul-africana reacendeu o debate sobre amamentação prolongada ao defender publicamente a decisão de continuar amamentando a filha de 4 anos.
A influenciadora Shinnai Visser afirmou que a prática, embora frequentemente criticada, não deve ser vista como inadequada, mas sim como uma escolha informada e baseada nas necessidades da criança.
Em entrevista à revista People, segundo ela, a amamentação nesta fase já não tem como principal objetivo a nutrição, mas assume um papel importante no aspecto emocional.
Shinnai explica que o processo acontece de forma ocasional e natural, geralmente em momentos em que a criança busca conforto, segurança ou conexão. A decisão, de acordo com ela, é guiada pela própria filha, sem imposições ou rotinas rígidas.
A influenciadora também rebate críticas ao destacar que a amamentação prolongada não é biologicamente incomum, mas culturalmente questionada em algumas sociedades. Ela lembra que, ao longo da história, crianças eram amamentadas por períodos mais longos do que os praticados atualmente.

“Não é algo estranho do ponto de vista biológico — apenas não é comum dentro de determinados padrões culturais”, pontuou.
Desenvolvimento emocional
Outro ponto defendido por Shinnai é o impacto da prática no desenvolvimento emocional da criança. Para ela, o ato de seguir amamentando além dos primeiros anos de vida pode funcionar como um importante recurso de regulação emocional, ajudando a criança a lidar com frustrações, ansiedade e momentos de vulnerabilidade.
Ela argumenta que esse tipo de vínculo não atrasa a independência, mas pode, na verdade, contribuir para que a criança desenvolva mais segurança ao longo do crescimento.
Apesar das justificativas, o tema continua dividindo opiniões nas redes sociais. Enquanto alguns apoiam a liberdade de escolha das mães e reconhecem os benefícios emocionais, outros questionam os limites da prática e sua adequação social. Shinnai afirma que já está acostumada com as críticas, mas reforça que sua prioridade é o bem-estar da filha.
Ela também destaca que não estabelece um prazo definido para o fim da amamentação, permitindo que o processo aconteça de forma gradual e respeitosa. Para a influenciadora, cada família deve tomar decisões com base em informação, acompanhamento profissional quando necessário e, principalmente, na realidade e nas necessidades da criança.
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Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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