
A mulher morta a tiros dentro de um hotel em Aracaju (SE), na manhã deste domingo (22/3), foi identificada como Flávia Barros (foto em destaque). Ela era empresária, natural da Bahia, e cursava o quarto período da faculdade de Direito.
Amplamente conhecida no município de Paulo Afonso (BA), onde morava, Flávia acumulava cerca de 16 mil seguidores no Instagram, onde compartilhava a rotina e publicava fotografias de viagens pelo Brasil e por outros países.
Ela havia completado 38 anos no último dia 15. No aniversário, a empresária publicou uma foto acompanhada da seguinte mensagem: “Gratidão a Deus por tudo que vivi até aqui e por tudo que ainda está por vir”.
A notícia da morte de Flávia causou comoção na comunidade de Paulo Afonso. O Centro Universitário UniRios, onde ela estudava, lamentou a morte da vítima. “A perda de Flávia é um reflexo doloroso da violência que ainda assombra a nossa sociedade”, declarou a instituição.
Familiares, amigos, políticos e empresários do município também se manifestaram sobre o assassinato de Flávia.
Crime no hotel
O crime ocorreu em um hotel localizado em Aracaju, onde Flávia foi encontrada sem vida pelas equipes de socorro, com marcas de disparos de arma de fogo.
No mesmo local, Tiago Sóstenes também foi encontrado com ferimentos provocados por arma de fogo. O óbito dela foi constatado ainda no local. Ele foi socorrido e levado para um hospital.
Segundo informações da Polícia Militar de Sergipe, a principal linha de investigação aponta que o homem teria atirado contra a companheira e, em seguida, tentado tirar a própria vida.
O corpo da empresária foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Aracaju. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Diretor de presídio
O principal suspeito do crime é Tiago Sóstenes Miranda de Matos. Ele é diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia.
A unidade prisional comandada por Tiago recebe detentos de ambos os sexos, condenados ao cumprimento de pena nos regimes fechado e semiaberto.
Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) informou que acompanha o caso por meio da Corregedoria.
A Seap também deslocou representantes da Superintendência de Gestão Prisional (SGP) e da Coordenação de Monitoramento e Avaliação do Sistema Prisional (CMASP) para acompanhar o caso em Aracaju, onde o crime ocorreu.
A secretaria esclareceu ainda que o servidor não responde a processo administrativo disciplinar, possuía histórico funcional regular e vinha desempenhando suas funções de gestão sem registros de condutas incompatíveis com o cargo ou indicativos de instabilidade de ordem pessoal ou emocional.
“A Secretaria lamenta profundamente que mais uma mulher tenha sido vítima de feminicídio e se solidariza com os familiares neste momento de dor. A Seap destaca ainda que repudia de forma veemente todo e qualquer tipo de violência contra a mulher”, finalizou.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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